“Não vejo como passaria sem punição”: Russell avalia ‘ataque’ de Verstappen no México

Já em Interlagos para o GP de São Paulo, George Russell fez avaliação sobre o incidente com Lando Norris que rendeu punições a Max Verstappen na última prova, no México

A Fórmula 1 já está em Interlagos para o GP de São Paulo deste fim de semana, mas o assunto mais quente do paddock continua sendo o incidente com Lando Norris que rendeu duas punições a Max Verstappen na Cidade do México. George Russell, que é representante dos pilotos como diretor da GPDA (Associação dos Pilotos da F1), abordou a questão diretamente.

Apesar dos pilotos terem debatido a mudança das diretrizes de brigas de pista dias antes da corrida, de acordo com Russell, a segunda parte do confronto renderia punição de qualquer maneira, em qualquer prova. Mesmo caso a F1 não tivesse passado por um confronto duro entre os dois já na semana anterior, nos Estados Unidos.

A passagem a qual Russell se refere da briga no México é aquela em que Verstappen se recusou a frear e passou direto na curva da curva oito do autódromo Hermanos Rodríguez, jogando Norris também para fora e recuperando a posição.

“No fim das contas, todo incidente é diferente”, disse em entrevista que contou com a presença do GRANDE PRÊMIO.

Max Verstappen em cima de Lando Norris no México (Foto: Reprodução/F1)

“[Mesmo] se não tivesse tanto debate antes do México, não vejo um cenário em que o incidente da curva oito passaria sem punição. Em Austin, dá para argumentar que os dois pilotos estavam errados, mas agora as coisas estão evoluindo. É como a segurança dos carros: precisamos de um acidente feio para fazer progresso real. É o mesmo com as regras: precisamos de algo incorreto ou que esteja além do limite antes de perceber que mudanças precisam acontecer”, comentou.

Com relação às alterações na maneira de avaliar os embates de roda com roda nas corridas, também explicou um pouco mais sobre a conversa dos pilotos.

“Se avaliar o que aconteceu na corrida, vamos concluir que a reunião valeu a pena, porque as ações que mereciam punição, foram punidas. Todos estavam de acordo sobre o que precisava mudar e a única discordância era quando mudar”, contou.

“A maioria queria mudar agora, alguns queriam esperar até o ano que vem. Mas nas regras já tem a definição de que, se você errar de maneira errática ou perigosa, será punido. Dá para argumentar que, se o piloto freia além do possível e não faz a curva isso é errático, porque você está guiando para fora da pista. Há um elemento de interpretação que só precisa ser um pouco esclarecido.

Fórmula 1 segue neste fim de semana, entre os dias 1 e 3 de novembro, com o GP de São Paulo, etapa brasileira do calendário. O GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ com os repórteres Evelyn Guimarães, Gabriel Carvalho, Gabriel Curty, Luana Marino Pedro Henrique Marum, além do fotógrafo Rodrigo Berton.

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