Nova diretiva técnica de pneus da F1 proíbe tática da Red Bull criticada por Hamilton

A nova diretriz técnica da FIA que começa a partir desta terça-feira (15) estipula normas mais rigorosas sobre o uso de pneus na Fórmula 1 e, inclusive, proíbe a tática tardia da Red Bull em tirar os cobertores de pneus antes do tempo exigido

Acidente do líder, erro do campeão e vitória de Pérez: os melhores momentos do GP do Azerbaijão (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

A Pirelli anunciou, na última terça-feira (15), que concluiu as investigações dos estouros dos pneus traseiros esquerdos de Max Verstappen e Lance Stroll durante o GP do Azerbaijão. A fornecedora afirma que as falhas não aconteceram por problemas de produção ou das equipes em si, mas por conta de uma quebra da parede interna do pneu. Novos protocolos serão estabelecidos a partir do GP da França, que acontece neste fim de semana, que contará com uma nova diretriz técnica onde serão monitoradas as condições de operação durante o fim de semana de corrida, como restrições e verificações de temperatura dos pneus.

Assim, esta nova diretiva da FIA proíbe várias práticas das equipes e define uma série de novos testes de pressão e temperatura dos pneus – como a medição não é feita de forma certeira durante a corrida, as equipes têm a responsabilidade de garantir que permaneçam dentro dos limites definidos pela Pirelli em todos os momentos. Caso contrário, a violação dessas restrições pode fazer com que uma equipe seja relatada aos comissários.

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As novas regras sobre o uso de pneus passam a valer a partir do GP da França (Foto: Pirelli)

Segundo o site inglês RaceFans, a diretriz nova tem como objetivo, em parte, evitar que as equipes reduzam a pressão dos pneus para obter uma vantagem de desempenho. Lewis Hamilton, inclusive, já reclamou do tema. O piloto acusou a Red Bull durante o GP de Mônaco de ter permissão para retirar os cobertores dos pneus antes do tempo exigido. “Se você lembrar da última corrida, deveríamos todos manter os cobertores na classificação”, disse ele. “A Red Bull teve permissão para tirar o deles. E ninguém mais tem permissão para isso”, criticou o campeão, se referindo ao GP da Espanha.

Os cobertores dos pneus foram removidos do carro de Verstappen antes do Q3, mais de 30 segundos antes de ele deixar os boxes. Em resposta à explicação da Pirelli para as falhas do GP do Azerbaijão, a Red Bull afirmou que “aderiu aos parâmetros dos pneus da fornecedora em todos os momentos”.

A FIA afirma que atrasar a saída dos carros da garagem após a remoção dos cobertores técnicos será considerado uma forma de esfriar os pneus, e times precisarão se justificar em casos de múltiplas incidências ou atrasos de mais de 30 segundos, como no caso de Verstappen em Barcelona.

Dentre as demais práticas proibidas pela FIA e que serão minuciosamente analisadas, estão: pneus com pressão insuficiente e verificações de pressão fria. Neste segundo, as equipes terão que fornecer suas próprias tampas de válvula com vedação até 12 de julho. Antes disso, os selos fornecidos pela FIA serão usados. Até essa data, qualquer equipe que tenha a pressão dos pneus significativamente abaixo do nível especificado pela curva de resfriamento será relatada aos comissários. Depois de 12 de julho, todas as equipes que estiverem 0,1 psi abaixo do nível serão denunciadas.

Por outro lado, quaisquer pneus que estejam muito quentes devem ter suas configurações ajustadas nos cobertores para atingir a temperatura correta ou ser substituídos

Vale lembrar que as equipes também foram informadas que não podem alterar a composição do gás dentro dos pneus, incluindo seu teor de umidade, para atingir diferentes níveis de pressão quando os carros estiverem rodando na pista. Isso também será policiado usando a curva de resfriamento. As verificações da pressão dos pneus serão realizadas por meio de um manômetro lacrado pela FIA e calibrado pela Pirelli. As medições de temperatura serão feitas usando uma pistola infravermelha.

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