F1

Obrigado a fazer pit extra, Hamilton lamenta falta de risco da Mercedes no México: “Não tinha nada a perder”

Lewis Hamilton pensa que o certo seria fazer apenas um pit no GP do México, e não dois, como a Mercedes recomendou. O inglês argumenta que “não tinha nada a perder” neste domingo (1), mas que cedeu ao pedido da equipe: “A equipe toma essas decisões e eu acato”

Warm Up / Redação GP, de Porto Alegre
Lewis Hamilton acredita que o seu segundo lugar no GP do México, disputado neste domingo (1), poderia ter sido mais uma vitória em sua dominante temporada. O inglês pensa que se fizesse apenas um pit seria capaz de superar Nico Rosberg, que partiu para a estratégia convencional de duas paradas.
 
“Não teve risco, eu não tinha nada a perder. Vencemos o Mundial de Construtores, então me deixem arriscar. Mas fizemos o que fizemos e ainda conseguimos uma dobradinha, então está bom”, comentou Hamilton.
 
“Na hora, não concordei com a decisão de fazer um segundo pit, é isso. A equipe toma essas decisões e eu acato, mas inicialmente eu não tinha certeza dessa vez”, continuou.
Lewis Hamilton foi o segundo no GP do México (Foto: Getty Images)
Toto Wolff, todavia, discorda do tricampeão. Segundo o chefe da Mercedes, os níveis de desgaste estavam muito altos para arriscar apenas um pit.
 
“Do nosso lado, era uma simples precaução: depois do primeiro trecho com pneus macios, nós sofremos níveis acima do esperado de desgaste. Um dos pneus do Lewis estava quase sem borracha”, argumentou Toto.
 
“O trecho que tentamos fazer com os macios já estava no limite, e com essa informação em mãos e com uma vantagem de um pit sobre o carro mais próximo, foi uma opção de pouco risco ao parar novamente", continuou.
 
Apesar das ordens de fazer um pit extra, Hamilton quase desobedeceu. O inglês ficou algumas voltas além do recomendado na pista, tentando aproveitara distância máxima do seu set de pneus macios. Mas, no fim das contas, Lewis cedeu e acatou a decisão da equipe.