Ofensiva da Mercedes e memórias de Senna: o que ameaça ida de Newey para Ferrari na F1

Depois de deixar a Red Bull, Adrian Newey recebeu propostas de quase todas as equipes da Fórmula 1. A Ferrari saiu na frente, mas ainda há resistência — e Mercedes e Williams surgem como possibilidades reais para o futuro do projetista na categoria

Enquanto Adrian Newey não decide oficialmente seu futuro após a confirmação de que deixará a Red Bull para 2025, notícias seguem surgindo sobre as propostas recebidas pelo projetista. E, de acordo com o portal F1-Insider, a decisão em torno da próxima equipe que o engenheiro vai defender na Fórmula 1 será tomada em breve. Tanto Newey quanto Eddie Jordan, ex-chefe de equipe e seu atual empresário, vão explorar as propostas recebidas na próxima semana — e a Mercedes surgiu como uma forte candidata.

Segundo o veículo, apenas Haas e Audi, que ainda se prepara para entrar na F1 em 2026, não fizeram propostas pelo projetista. A primeira a se movimentar foi a Ferrari, equipe que Newey já admitiu ter vontade de trabalhar um dia. O que ainda faz o engenheiro hesitar, entretanto, é o fato de ter de passar tanto tempo na Itália.

Além disso, a Mercedes surgiu como uma possibilidade recentemente. A equipe alemã, avaliada em € 1,3 bilhão [cerca de R$ 7,4 bilhões], ofereceu parte das ações da empresa a Newey em uma proposta milionária. Além disso, a esquadra ainda promete não economizar esforços para buscar a contratação de Max Verstappen, reeditando uma parceria de sucesso que tanto funcionou na Red Bull nos últimos anos.

Mais uma vez, porém, há um problema. Segundo o portal, Newey se preocupa com o nível de poder de Toto Wolff dentro da equipe, já que não quer se envolver em situações políticas. Vale lembrar, inclusive, que a saída da Red Bull veio na esteira de toda a polêmica da investigação sobre comportamento inapropriado de Christian Horner com uma funcionária.

A Mercedes quer ser a próxima casa de Newey na F1 (Foto: Red Bull Content Pool)

Wolff não é apenas o chefe da Mercedes na Fórmula 1, mas também um dos três acionistas principais da equipe. Em partes iguais, o time de corrida alemão tem seus direitos divididos entre o grupo automotivo, sediado em Stuttgart, a multinacional inglesa INEOS, da indústria química, e o austríaco.

Por fim, a Williams segue como uma possibilidade real para Newey. E o motivo principal para isso, segundo o veículo, transcende as pistas: Adrian ainda não teria superado a morte do brasileiro Ayrton Senna em um carro projetado por ele. A vontade de voltar à equipe inglesa e ajudar a reconstruí-la, além de trabalhar em um cenário de mais paz, atrai o projetista.

Aston Martin, McLaren e Alpine correm por fora, com menos chances do que as outras, mas a decisão de Newey ainda não foi tomada. Além de Jordan, empresário e amigo de longa data, o engenheiro vai ouvir a opinião de sua esposa, Amanda, antes de concretizar o próximo passo do futuro. Uma coisa é certa: há uma corrida e tanto fora das pistas pelos serviços do lendário projetista, que é considerado uma certeza de sucesso na Fórmula 1 atual.

Fórmula 1 retorna de 7 a 9 de junho com o GP do Canadá, nona etapa da temporada 2024.

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