Opinião GP: MotoGP acerta ao não confrontar com horário da F1 e mostra que vive fase muito melhor

Enquanto a F1 teve no GP da Itália uma das corridas mais chatas da temporada, a MotoGP exibiu o oposto: ação, imprevisibilidade e, no fim, o sétimo vencedor do ano, mostrando ao mundo do esporte que está anos luz à frente em termos de qualidade

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OS CALENDÁRIOS DA MOTOGP E DA F1 para a temporada 2016 reservaram um conflito de datas que poderia fazer os fãs acionarem o controle remoto para acompanhar de forma simultânea os GPs da Inglaterra, nas duas rodas, e da Itália, na principal categoria do automobilismo mundial. Entretanto, a situação foi contornada com muita habilidade pela Dorna. A empresa organizadora do Mundial de Motovelocidade decidiu não realizar a prova da MotoGP no mesmo horário da F1 e adiou o início da disputa para 11h30 (horário de Brasília). De quebra, Carmelo Ezpeleta fez com que o fã da velocidade pudesse ver quem, na prática, está em melhor fase em termos de competitividade e ação.
 
A decisão por parte da Dorna, ao contrário do que se pode imaginar, não evidencia submissão à F1. Foi um ato de grandeza. Primeiro, porque priorizou o fã do esporte como um todo e não se deixou levar pela postura egoísta que muitas vezes é adotada por Bernie Ecclestone — como, por exemplo, quando usou do seu poder político para encaixar o GP da Europa, em Baku, no mesmo dia do fim das 24 Horas de Le Mans.
 
A MotoGP acabou sendo bem sucedida em sua missão de proporcionar ao fã a chance de acompanhar as duas principais categorias do esporte a motor e fazer um paralelo interessante entre elas. Enquanto a F1 entregou neste fim de semana uma corrida cheia de alma nas arquibancadas, mas completamente pálida e com pouca ação de verdade dentro da pista, a MotoGP premiou seu torcedor com mais uma grande corrida — e um enorme susto, é bem verdade — na temporada, com o sétimo vencedor diferente neste ano — e ainda faltam seis corridas para o fim do campeonato.

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A vitória de Viñales mostrou, mais uma vez, que a MotoGP está em fase muito melhor que a F1 (Foto: Suzuki)
Quanto à F1, a necessidade de um novo regulamento ou uma grande chacoalhada, que seja, é fundamental para que a categoria encontre novo fôlego em 2017. Porque esse ano, mesmo, já era. A disputa entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg ganhou um novo respiro, mas o mundo do esporte já sabe que só mesmo num golpe de sorte — ou de azar, para a equipe alemã — outro time que não o prateado vai vencer em 2016. Do mais, vai ser aquele fim de temporada previsível, já que a maioria dos times está focada mesmo é no desenvolvimento dos novos carros.
 
As disputas de pista não tiveram praticamente nenhum grande destaque neste fim de semana. As notícias que mais chamaram a atenção foram a aposentadoria de Felipe Massa, o ano sabático de Jenson Button, o futuro de Sergio Pérez… nada no sentido esportivo da coisa. Nem mesmo os duelos envolvendo Max Verstappen aconteceram em Monza. Foi um fim de semana com pouca coisa a ressaltar em termos de competição. Desanimador é a palavra ideal.
 

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Enquanto o GP da Itália arrancava bocejos de boa parte do público que acompanhava a corrida pela TV — nas arquibancadas, a empolgação dos tifosi destoou da falta de ação na pista —, o que se viu do GP da Grã-Bretanha de MotoGP foi o oposto. A inédita presença de Cal Crutchlow na pole-position, a grande performance de Maverick Viñales e as presenças por si só de Marc Márquez, Jorge Lorenzo e do mítico Valentino Rossi já garantiam mais uma disputa emocionante. E foi o que aconteceu naquelas 19 voltas.
 
Claro, o susto proporcionado pelo grave acidente envolvendo Loris Baz e Pól Espargaró causou um temor de que até o pior poderia ter acontecido. O que, felizmente, não foi o caso. Mas depois, o que se viu na prova foi mais uma disputa eletrizante na temporada: lutas empolgantes, show de Rossi e Márquez e a primeira vitória de Viñales, um potencial futuro campeão do mundo. Foi o primeiro triunfo da Suzuki desde 2007 no Mundial de MotoGP.
Rosberg e Hamilton venceram 13 das 14 corridas em 2016. Está na hora de o domínio da Mercedes acabar (Foto: Beto Issa)
O triunfo de Viñales foi emblemático: o jovem espanhol foi o sétimo vencedor diferente na temporada, que também já teve Márquez, Rossi, Lorenzo, Jack Miller, Crutchlow e Andrea Iannone.
 

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A F1, em contrapartida, convive com o samba de uma nota só: de 14 corridas realizadas em 2016, a Mercedes venceu 13, sete com Lewis Hamilton e seis com Nico Rosberg. A única vez em que o time não chegou lá no topo do pódio foi quando ambos se engalfinharam na primeira volta do GP da Espanha, e aí o triunfo ficou com Max Verstappen, da Red Bull.
 
O domínio da Mercedes, sejamos francos, já encheu. A F1 precisa de mais que só dois pilotos lutando por vitórias. Precisa, acima de tudo, de uma boa embaralhada na ordem de forças para tornar o esporte novamente atraente e imprevisível. Mais do que nunca, o novo regulamento técnico, que promete fazer com que a categoria seja ao menos mais emocionante, é aguardado com muita ansiedade. Para o apaixonado por F1, fica o desejo de que 2017 chegue logo. E mude tudo o que está aí.
PADDOCK GP #44 DEBATE VITÓRIAS DE ROSBERG EM SPA E DE RAHAL NO TEXAS

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