Organizador descarta seguir Bahrein e fechar portões na Austrália: “Sem chances”

O GP do Bahrein tomou medida inédita na história da F1 ao optar por um fim de semana com portões fechados. A organização do GP da Austrália assegura que não segue o mesmo caminho, tentando “ir em frente de forma sensata”

Conforme equipes e pilotos se deslocam até Melbourne, fica cada vez mais claro que o GP da Austrália vai de fato acontecer, mesmo com as ameaças crescentes do coronavírus. A última dúvida é a respeito de medidas tomadas para garantir que a abertura da temporada da Fórmula 1 aconteça sem riscos à segurança dos presentes. Só que, de acordo com a organização da prova, uma coisa é certa: não há risco de o GP acontecer com portões fechados, como no Bahrein.
 
“Sem chances”, disse o chefe Andrew Westacott, perguntado sobre uma possível prova sem presença do público. “Quando você vê que o MCG [Melbourne Cricket Ground] estava com 86 mil pessoas noite passada… A gente precisa ir em frente de forma sensata e tocar nossas vidas enquanto tomamos precauções necessárias”, seguiu.
O GP da Austrália vai acontecer com portões abertos (Foto: Mercedes)

A Austrália registra 80 pessoas com coronavírus. Três delas já morreram, enquanto 22 se recuperaram. A situação parece ruim, mas não tanto quanto a do Bahrein: o país do Oriente Médio, mesmo com população 17 vezes menor, já tem 85 casos. A situação fica mais delicada por conta de vizinhos em situação progressivamente perigosa, como o Irã. Para minimizar o risco de novos casos, fãs não serão permitidos dentro do autódromo de Sakhir, medida inédita na história da F1.

 
Enquanto isso, a organização do GP da Austrália celebra que todas as equipes estejam chegando tranquilamente a Melbourne. Até mesmo as italianas Ferrari e AlphaTauri, que escaparam por pouco do regime de quarentena instaurado no norte do país, vão se fazer presentes normalmente.
 
“O interessante mesmo é o transporte italiano. Os carros da AlphaTauri e da Ferrari já saíram do aeroporto [de Melbourne], as coisas estão muito bem. Os funcionários chave já estão em seus aviões e os esperamos aqui dentro de 12 a 24 horas”, encerrou Westacott.

 

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