F1

“Passo a passo” no objetivo de chegar ao grid da F1, Fittipaldi diz que “ser brasileiro ajuda a abrir caminhos”

Piloto de testes da Haas, Pietro Fittipaldi tem como principal foco virar titular muito em breve na F1. Para chegar ao seu objetivo, o jovem entende que sua nacionalidade é um elemento importante: “As pessoas do Brasil querem ver um outro brasileiro no grid da F1”

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Aos 22 anos, Pietro Fittipaldi dá um passo importante em 2019 rumo ao seu objetivo de um dia ser titular no grid do Mundial de F1. Piloto de testes da Haas para a temporada, o jovem tem como missão ajudar, dentro e fora da pista, no desenvolvimento do VF-19 que vai ser pilotado ao longo do ano por Romain Grosjean e Kevin Magnussen. O neto de Emerson Fittipaldi também entende que o fato de ser brasileiro é um elemento importante para ter as chances reais de chegar à meta estabelecida na carreira.
 
“Claro, o objetivo é chegar a ser piloto de F1. Vou passo a passo. Estou muito focado no que tenho de fazer com a Haas e quero fazer um bom trabalho”, comentou Pietro em entrevista ao site holandês ‘GPFans.com’.
 
“Ser brasileiro te ajuda a abrir novos caminhos. As pessoas no Brasil querem ver um outro brasileiro no grid da F1”, destacou o piloto. Desde o fim de 2017, quando Felipe Massa deixou a categoria em definitivo, o país não conta com representantes no grid. Além de Fittipaldi, Sergio Sette Câmara, na McLaren, Caio Collet, na Renault, Enzo Fittipaldi e Gianluca Petecof, na Ferrari, têm vínculos com equipes da F1.
Pietro Fittipaldi (Foto: Haas)
Pietro também contou como foi que se aproximou de Guenther Steiner, dirigente italiano responsável por ser o chefe de equipe da Haas.
 
“Estive em contato com ele desde o começo de 2018. Meu tio, Max Papis, foi quem me apresentou a Guenter, em 2016. Ele me disse que, se vencesse o campeonato de 2017 na World Series, conversaríamos”, recordou.
 
“Deveria ter pilotado para eles na Hungria, em julho. Em razão do meu acidente [durante o treino classificatório para as 6 Horas de Spa pelo WEC], não consegui. Mas permaneci em contato com Guenther e a equipe. No fim da temporada, nós estivemos em contato para ver como foi a evolução. Fomos almoçar juntos um dia em outubro, e foi quando ele me ofereceu essa posição para a nova temporada”, salientou.
 
Uma vez que sua prioridade é acompanhar a Haas no máximo possível das corridas ao longo da temporada, Fittipaldi descarta fazer um campeonato completo em outra categoria, como a Indy, onde realizou seis corridas pela Dale Coyne, tendo como melhor resultado o nono lugar na etapa de Portland.
 
“Adoraria disputar a temporada completa da Indy, mas não vai ser possível por conta do meu trabalho na Haas. Meu objetivo principal está na Haas e, se puder pilotar algo, vai ser difícil fazer um campeonato full-time”, complementou.