Pilotos e família de Bianchi formam círculo no grid em minuto de silêncio antes do GP da Hungria

A F1 viveu um forte momento de emoção 15 minutos antes da largada do GP da Hungria. Todos os 20 pilotos do grid se uniram à família de Jules Bianchi formaram um círculo e em volta dos capacetes para o minuto de silêncio em homenagem ao piloto que morreu na semana passada

O luto pela morte de Jules Bianchi ainda é muito recente e está presente na F1. Neste domingo (26), antes do início da prova em Hungaroring, pilotos, equipes e todos presentes no local fizeram um minuto de silêncio para lembrar o piloto que morreu na última semana.
 
O final de semana já mostrava indícios de que seria regado de emoções, pois os carros e capacetes já estampavam adesivos com as iniciais e o número que Bianchi usava
Pilotos se juntam em homenagem para Bianchi (Foto: Reprodução/Twitter)
Cerca de 15 minutos antes da formação do grid, então, os pilotos e a família do francês se reuniram em um emocionante círculo com os cascos ao centro para lembrarem do jovem de 25 anos.
 
Um dos mais emocionados, Felipe Massa estava abraçado com o pai de Bianchi, Philippe, junto com o compatriota Felipe Nasr. 

Após o momento de silêncio em todo o circuito, um grupo de música clássica tocou uma música, com uma cantora acompanhando os violinos.
 

O acidente que vitimou Bianchi

Na volta 43 do GP do Japão do ano passado, Bianchi perdeu o controle na curva 7 e acertou em cheio o guindaste que tinha entrado na área de escape para remover o carro de Adrian Sutil, que tinha batido no giro anterior. Socorrido ainda na pista, Jules foi levado ao hospital e submetido a uma cirurgia de cerca de 4 horas. Um boletim médico divulgado pela Marussia dois dias depois da batida informou que o piloto de 25 anos sofreu uma lesão axonal difusa, que é uma lesão ampla e devastadora e que, em mais de 90% dos casos, deixa suas vítimas em coma definitivo.

 
Sete semanas após o acidente, Jules foi transferido para um hospital em Nice, na França, onde permaneceu inconsciente até o fim.
 
Após o acidente de Bianchi, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) reuniu uma comissão de notáveis para investigar o que aconteceu em Suzuka. Após o estudo, os especialistas concluíram que o piloto falhou ao não reduzir o suficiente a velocidade ao contornar a curva 7 e minimizaram a presença de um trator na área de escape sem que o carro de segurança fosse acionado.
 
O grupo, presidido por Peter Wright e que contava com mais nove pessoas, dentre elas o bicampeão Emerson Fittipaldi e os ex-dirigentes da Ferrari Ross Brawn e Stefano Domenicali, constatou que se Bianchi tivesse tirado o pé, não teria perdido o controle do carro. Também foi apontada uma falha nos sistemas de segurança da Marussia, embora ela não tenha sido determinante para o que ocorreu.
 
Como homenagem, a FIA decidiu aposentar o #17, o primeiro número a ser proibido no Mundial, que adotou numeração fixa para os pilotos no ano passado. Nem mesmo o #13, que é considerado um número de azar e foi banido de algumas competições meramente pelo fator de superstição, está barrado na F1 e é usado por Pastor Maldonado.
A medida adotada pela FIA não é incomum no esporte a motor. No Mundial de Motovelocidade, por exemplo, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) aposentou o #58 de Marco Simonecelli da MotoGP, como já tinha feito com o #74 de Daijiro Kato e o #48 de Shoya Tomizawa.

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