F1

Pneus, motores e equipes mais próximas: Verstappen dá receita para Fórmula 1 mais competitiva no futuro

Em participação em evento de patrocinador, Max Verstappen foi questionado sobre as alterações que gostaria de ver na Fórmula 1. Ele citou uma mudança no superaquecimento dos pneus e uma proximidade maior dos motores e equipes como chave para o futuro da categoria

Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
Max Verstappen gostaria de ver várias mudanças na Fórmula 1. Durante participação em um evento de um patrocinador no último final de semana, o holandês da Red Bull foi questionado sobre o que gostaria de ver de diferente na categoria, e ele deu uma resposta extensa e batendo em pontos que constantemente são alvos de críticas.

O primeiro item apontado pelo holandês da Red Bull são os pneus. Segundo ele, os compostos fornecidos pela Pirelli superaquecem muito facilmente, o que prejudica as disputas por posição na pista, e também citou que os problemas de aquecimento também complicam as voltas de classificação, já que é praticamente impossível fazer duas voltas rápidas em sequência.

"Os pneus. No momento, eles são muito sensíveis e superaquecem muito rápido. Você tem mais dificuldade de guiar e de acompanhar os outros pilotos, então é mais difícil de lutar em uma corrida. O DRS ajuda, mas no final, não queremos ser dependentes disso. Também, depois de uma volta rápida, você tem que diminuir para poder fazer outra, porque os pneus precisam esfriar isso e demora muito. É a mesma coisa durante a corrida. Você precisa ficar em um certo limite, ou os pneus vão superaquecer. Gostaria de pilotar muito mais rápido", comentou.
Max Verstappen (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
Em segundo, Verstappen gostaria de ver uma proximidade maior entre os motores da categoria. Na opinião dele, a Mercedes, atual pentacampeã mundial de construtores, venceu os últimos campeonatos por conta de sua potência superior a das concorrentes Ferrari, Renault e Honda. Ele também citou que gostaria de menos influência aerodinâmica.
 
"Também deveríamos ser menos dependentes dos motores. No momento, existe uma diferença no muito grande. Nos últimos anos, o campeonato foi vencido pelo time com melhor motor. No geral, você deveria manter esta diferença entre 20 ou 30 cavalos. Em relação à aerodinâmica, não precisa ser tão rápido, contando que possamos competir melhor um contra o outro. Ou quando você toca com alguém e algo quebra, que isso não custe meio segundo por volta. Agora, quando você passa rápido por uma zebra, metade do assoalho se rompe e não é isso que você quer", seguiu.

E para concluir, o terceiro colocado no campeonato de pilotos também bateu na tecla da enorme distância entre a 'F1A' e 'F1B'. Ele também gostaria que as equipes intermediárias conseguissem se aproximar mais das equipes grandes, o que tornaria as corridas mais interessantes.
 
"Finalmente, a diferença dos times é muito grande. Você tem três grandes equipes: Mercedes, Ferrari e Red Bull, mas a diferença do terceiro para o quarto time é de quase um segundo, o que é muito grande. Acho que as corridas seriam mais belas caso aproximássemos os carros", finalizou

A Fórmula 1 retorna nos dias 26, 27 e 28 com o GP do Azerbaijão, que será realizado no Circuito de Rua de Baku.

Confira a programação do fim de semana do GP da Azerbaijão de F1
Horários de Brasília, GMT -3

SESSÃO DIA DATA HORA
TL1 Quinta 26/4 5h
TL2 Sexta 26/4 9h
TL3 Sábado 27/4 6h
TC Sábado 27/4 9h
GP Domingo 28/4 9h10

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