Prancheta GP: Racing Point com suspensão e Mercedes com freio: os avanços das ‘parceiras’

Racing Point e Mercedes, as duas equipes que têm uma parceria técnica – a fabricante alemã entrega motores à esquadra de Lawrence Stroll –, aproveitaram o GP da Hungria para levar atualizações interessantes que agora são analisadas mais de perto no Prancheta GP

Pode não ter parecido pelo resultado em si, mas a Racing Point deu sequência à uma profunda evolução do modelo RP19 durante o fim de semana do GP da Hungria, o último antes da pausa de verão e que foi disputado há pouco mais de uma semana. Os benefícios pela aliança consolidada com a Mercedes são cada vez mais visíveis, algo que pode ser visto pelos desenvolvimentos adotados em algumas corridas. 
 
Em um primeiro momento, a equipe se preocupava com pacotes eminentemente aerodinâmicos, que envolviam o bico, a asa dianteira, a asa traseira e as extremidades traseiras. Mas na Hungria, foi interessante descobrir a evolução da suspensão dianteira. Ela passou a ser equipada com um suporte duplo, similar à da Mercedes, com o objetivo de aumentar, ou melhor, maximizar a superfície de contato dos pneus nas curvas. 

No detalhe, eles tentam aumentar a aderência mecânica entre o pneu e o asfalto, reduzindo o deslizamento lateral. Em uma pista como a do Hungaroring, isso desempenha um papel crucial em favor de uma melhor gestão de pneus, devido à aceleração lateral gerada pelo layout desta pista (Ilustração: Paolo Filisetti)

Por outro lado, apesar do fato de não ser uma parte nova real, é possível analisar de perto os tambores de freio dianteiros do Mercedes W10. Além da adoção de elementos assimétricos – que, na verdade, é comum para quase todos os carros na Hungria –, foi possível notar que a última versão tem um canal adicional abaixo da entrada de ar principal.

Desta forma, ‘legalmente’ se obtém um efeito similar àquele que era produzido pelos cubos dianteiros soprados, que foram introduzidos pela Red Bull algumas temporadas atrás e agora são proibidos. É fato: essa mudança, paralela aos defletores giratórios vistos na Alemanha, tinha como principal alvo aumentar a eficiência, uma qualidade que o W10, se comparado à Red Bull, mas acima de tudo à Ferrari, não tinha.

O canal tem uma seção vertical, com quatro lâminas horizontais. Com o tambor esquerdo removido durante os treinos livres, deu para ver como este canal funciona dentro dele, agindo como "reboque" para o lado externo das rodas (Ilustração: Paolo Filisetti)

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