Prazo da FIA para homologação de motores se encerra nesta sexta e não preocupa Renault

A Renault está tranquila quanto ao congelamento dos motores e acredita que poderá continuar desenvolvendo suas unidades de força sem desrespeitar as regras do Mundial de F1

Apesar dos problemas de confiabilidade de suas unidades de força, a Renault está tranquila quanto ao encerramento do prazo para homologação junto à Federação Internacional de Automobilismo, nesta sexta-feira.

Quem garantiu que não há grande preocupação com a data foi o diretor de operações de pista da montadora francesa, Remi Taffin.

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O dirigente explicou que, se todas as falhas ainda não foram corrigidas, ao menos há brechas no regulamento que permitem que mudanças sejam feitas por razões de confiabilidade, segurança ou redução de gastos.

Chefe da Renault minimiza e garante solução das falhas do motor (Foto: Getty Images)

“Quando você entra em uma temporada com um novo motor, você sabe que, ao longo dela, vai ter alguns problemas de confiabilidade que vai resolver com as regras normais – justas e igualitárias”, declarou Taffin.

“Se você olhar para os últimos seis anos, acho que terminamos com um V8 que tinha 95% de peças trocadas em comparação com o início do ciclo. Vai ser o mesmo para nós”, comentou o francês.

“Vamos enviar as nossas especificações de Melbourne amanhã, e vamos entregar todos os dados e documentos que devemos. Obviamente, se tivermos alguns problemas a mais para resolver, faremos o mesmo processo de antes”, acrescentou.

Desde o início da pré-temporada, a Renault corre contra o tempo para resolver as muitas falhas dos V6 turbo 1.6 L que produziu, bem como do seu sistema de recuperação de energia (ERS). Pouco a pouco, progresso tem sido notado, mas os times que usam os propulsores da fabricante ainda estão bem atrás de Mercedes e Ferrari.

Nesta quinta-feira (27), no Bahrein, o melhor piloto da marca foi Daniel Ricciardo, sétimo colocado com a Red Bull e 2s618 mais lento que o líder Sergio Pérez, da Force India. Ao todo, os quatro carros parceiros da Renault completaram 145 voltas. Para efeito de comparação, a Williams Mercedes de Valtteri Bottas girou 128 vezes pelo circuito barenita.

Mesmo assim, Taffin acredita que a Renault deu um passo adiante: “Acho que demos um bom passo, pois vimos hoje que pudemos andar em um nível razoável de performance."

Para o dirigente, os problemas mais recentes que Red Bull, Lotus, Toro Rosso e Caterham tiveram são mais simples de consertar. “Não são como os que tivemos antes, que eram muito mais difíceis de arrumar em um período curto. Ainda é difícil, mas estamos chegando lá”, afirmou.

A F1 ainda tem três dias de testes até do início do Mundial de 2014. As atividades de pré-temporada se encerram no próximo domingo, dia 2 de março, exatamente duas semanas antes do GP da Austrália.

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