Red Bull afirma que “não há razão para pânico” após aproximação de McLaren e Mercedes

Diretor-técnico da Red Bull, Pierre Waché reconheceu que o desenvolvimento das rivais desde o início da temporada "foi um sucesso", mas afirmou que a equipe austríaca só depende dela se quiser permanecer no topo

Embora as rivais tenham claramente evoluído desde o início da temporada 2024 da Fórmula 1, Pierre Waché, diretor-técnico da Red Bull, afirmou que “não há razão para apertar o botão de pânico”. Ainda que tenha parabenizado McLaren e Mercedes pelas melhorias feitas no MCL38 e W15, respectivamente, o francês afirmou que o time de Milton Keynes só depende dele mesmo se quiser permanecer no topo.

Após ganhar quatro das primeiras cinco provas do atual certame, a escuderia da marca dos energéticos começou a ter de lidar com o crescimento exponencial da equipe comandada por Andrea Stella a partir do GP de Miami, que viu, inclusive, Lando Norris cruzar a linha de chegada em primeiro. Após a queda de performance da Ferrari nas últimas corridas, foi a Mercedes que surpreendeu e começou a figurar entre as principais forças da categoria, subindo no degrau mais alto do pódio nas duas últimas oportunidades — com George Russell no GP da Áustria, e com Lewis Hamilton no GP da Inglaterra, realizado no último domingo (7).

Preocupado com a aproximação dos adversários, o próprio Max Verstappen cobrou a Red Bull e disse que a equipe de Christian Horner precisa desenvolver atualizações para o RB20. No entanto, Waché deixou claro que já esperava uma temporada mais competitiva do que a de 2023 — quando os taurinos venceram 21 dos 22 GPs —, mas tinha expectativas de que isso fosse acontecer já nos primeiros meses.

“No início da temporada, os adversários não estavam tão próximos quanto esperávamos”, disse o engenheiro em entrevista ao jornal neerlandês De Telegraaf. “Mas o desenvolvimento da McLaren e da Mercedes em algumas áreas foi um sucesso”, reconheceu.

Max Verstappen passou perto de tomar a vitória no fim (Foto: Red Bull Content Pool)

:seta_para_frente: Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
:seta_para_frente: LEIA TAMBÉMOpinião GP: Hamilton faz as pazes consigo mesmo em apoteótica vitória na Inglaterra

“Desde o início de maio, em Miami, a McLaren deu um grande passo à frente. Os demais se aproximaram, agora cabe a nós propor atualizações que nos permitam recuperar a liderança. Não temos sido dominantes ultimamente, mas não há razão para apertar o botão de pânico”, apontou.

“Podemos até acelerar as coisas na fábrica, mas mudar de ideia a cada cinco minutos não é a atitude certa quando se trabalha com 300 engenheiros”, finalizou Waché.

Após o fim da primeira metade da temporada, a Red Bull continua na liderança do Mundial de Construtores com certa folga. Até aqui, a equipe de Verstappen e Sergio Pérez acumulou 373 pontos, ficando 71 tentos à frente da segunda colocada, Ferrari, e 78 da McLaren, que fecha o top-3.

Fórmula 1 continua a temporada 2024 entre os dias 19 e 21 de julho, em Hungaroring, com o GP da Hungria.

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.