Red Bull confirma que usou Albon para recriar traçado de Hamilton em provas para FIA

A Red Bull tentou reproduzir as condições do toque entre Max Verstappen e Lewis Hamilton no GP da Inglaterra, para sustentar um pedido de revisão da punição dada ao inglês. Para isso, usou um dia de filmagem com Alex Albon, em Silverstone. Mas as provas não convenceram os homens da FIA. A equipe garantiu que esse é um capítulo encerrado

A Red Bull jamais escondeu a insatisfação com a punição de 10s dada pelos comissários do GP da Inglaterra a Lewis Hamilton, após o toque com Max Verstappen, ainda na primeira volta, e que fez o holandês abandonar a corrida, enquanto o inglês se recuperou para vencer. Por isso, a esquadra austríaca decidiu apelar para uma revisão da sanção, alegando possuir novas evidências sobre o acidente. E entre as provas reunidas pelos taurinos, esteve dados retirados de uma espécie de simulação do traçado do heptacampeão no incidente.

O time dos energéticos decidiu usar um dia de filmagens, na mesma Silverstone, para recriar as condições da corrida. Guiando o RB15, com especificações de 2019, o reserva Alex Albon tentou reproduzir a velocidade e a trajetória percorrida por Hamilton. De acordo com a Red Bull, a ideia era provar que Lewis não seria capaz de contornar a Copse na velocidade que estava no momento do acidente. O desempenho do anglo-tailandês tinha como objetivo confirmar os dados levantados no simulador.

Chefe dos taurinos, Christian Horner deixou claro também que o dia de filmagens não foi planejado com esse propósito. “Esse evento já estava planejado antes, porque era apenas um dia de filmagem promocional, com um carro de dois anos. Já estava programado há algum tempo”, afirmou o dirigente inglês.

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Christian Horner confirmou que a Red Bull tentou recriar as condições do acidente entre Hamilton e Verstappen (Foto: Mark Thompson/Getty Images)

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“O que fizemos durante o teste foi pedir a Alex para guiar em uma linha semelhante para juntar dados, inclusive do simulador, para demonstrar o resultado de pilotar naquele traçado, além da necessidade de onde ele deveria ter freado. Não conseguimos atingir a velocidade que Lewis tinha, obviamente, mas foi bem parecido. E foi apenas um dado útil para reafirmar o que vimos em todas as nossas simulações”, completou.

Apesar do esforço, o pedido feito pela Red Bull foi rejeitado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Depois de expor os argumentos, os comissários entenderam que as evidências não eram relevantes o suficiente para uma revisão da punição. Ainda assim, Horner disse não se arrepender de ter tentado mudar a decisão original.

“Eles nos deram uma audiência justa, em que conversamos sobre esses dados, o posicionamento dos carros, a velocidade e o fato de que Lewis teria de ter freado 23 metros antes para fazer a curva, além do fato de Max estar na mesma trajetória e idêntico ao de Charles Leclerc. E que o resultado com Charles teria sido idêntico se Lewis tivesse tomado o mesmo traçado”, emendou.

“Sentimos que, tendo olhado os dados e a gravidade do acidente, ainda havia elementos que não estavam disponíveis no momento em que os comissários tomaram a decisão. Por isso, apresentamos esses fatores. Só que os comissários sentiram que não se tratava de novas evidências nos limites dos regulamentos e, portanto, não foi aberto para outra audiência, então aceitamos isso”, explicou Horner, que colocou um ponto final no episódio.

“Mas, no que nos diz respeito, o capítulo está encerrado, os comissários decidiram e agora vamos nos concentrar muito neste fim de semana e no restante do campeonato”, concluiu.

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Animação 3D compara acidente de Verstappen com ultrapassagem em Leclerc (Vídeo: Crashalong)

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