Red Bull diz que “esperava mais” de Leclerc e Russell em ajuda a Verstappen em Abu Dhabi
Consultor da Red Bull, Helmut Marko explicou que não adiantava Max Verstappen segurar os carros da McLaren em Yas Marina, já que Charles Leclerc e George Russell não tinham ritmo para ultrapassar
Enquanto todos no paddock e fora dele esperavam que Max Verstappen utilizasse alguns truques na luta contra Lando Norris pelo título da Fórmula 1 no GP de Abu Dhabi do último domingo (7), Helmut Marko explicou os motivos de isso não ter sido possível. Além da desvantagem numérica, o consultor da Red Bull deixou claro que Charles Leclerc e George Russell, que também largaram no top-5, não tinham ritmo forte o suficiente para ajudar o tetracampeão.
Ao conquistar a pole-position, o neerlandês deu um passo importante na busca pela vitória, que até veio no dia seguinte, embora não tenha sido o suficiente para levar o campeonato, já que o britânico da McLaren cruzou a linha de chegada em terceiro — o suficiente para lhe garantir o troféu. Por isso, antes mesmo de as luzes se apagarem no circuito de Yas Marina, muitos cogitavam a possibilidade de o #1 segurar o pelotão para que outros pilotos tivessem condições de atacar o rival — o que não aconteceu.
“Não seria o suficiente, e era uma Red Bull contra duas McLaren. E, infelizmente, estávamos esperando que Leclerc e Russell tivessem mais velocidade, mas não foi o caso. Enquanto [os carros da McLaren] estavam em segundo e terceiro, não havia nada que pudéssemos fazer”, começou Marko em entrevista ao site PlanetF1.
Na sequência, o consultor ainda destacou como a estratégia da McLaren de colocar pneus duros no MCL39 de Piastri para o início da prova — diferentemente do restante do top-5, que começou com os médios — acabou reduzindo as opções que o time de Milton Keynes tinha para virar o jogo.

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“Eles fizeram uma jogada inteligente ao colocar Piastri com pneus duros, e por isso não conseguimos agrupar todo o pelotão, porque o benefício teria sido para o lado do Piastri”, explicou. “O problema é que a Ferrari e a Mercedes não estavam fortes o bastante. A Ferrari só aguentou lutar por seis voltas, e depois os pneus acabaram”, lembrou.
“Max fez um final de corrida excelente, e acho que, com essa estratégia, não havia nada mais que pudéssemos fazer. Sem safety-cars, basicamente foi uma corrida sem nada — nenhuma ação”, concluiu Marko.
A Fórmula 1 volta no dia 9 de dezembro com os testes coletivos da pré-temporada, em Abu Dhabi.
Calendário F1 2026: quais corridas estarão presentes na nova temporada da Fórmula 1
A Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgaram em junho o calendário da temporada de 2026. A categoria manteve os 24 eventos, mas realizou algumas mudanças. A principal é a saída do GP da Emília-Romanha, em Ímola, para a entrada do GP da Espanha, em Madri. Além disso, o GP de Mônaco acontecerá em junho, enquanto o GP do Canadá foi movido para maio, conflitando as datas com a Indy 500. O GP de São Paulo segue no calendário como a 21ª etapa.
Assim como em 2025, a temporada 2026 da F1 tem início em Melbourne, na Austrália, mas agora entre os dias 6 e 8 de março. E a sequência de corridas segue praticamente a mesma, passando por China, Japão, Bahrein, Arábia Saudita e Miami. A primeira grande mudança acontece já na sétima etapa, com o GP do Canadá.
Veja como ficou o calendário da F1 2026.
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