Red Bull reduz status de “referência” em 2026, mas assume “trabalho fantástico” com motor
Diretor-técnico da Red Bull, Pierre Waché também frisou que ainda não é possível saber com qual configuração cada equipe rodou no Bahrein, portanto ainda vê os taurinos atrás
A Red Bull usou da modéstia ao comentar as declarações de Mercedes e McLaren sobre ser “referência” após os primeiros testes coletivos da pré-temporada 2026 da Fórmula 1, no Bahrein, mas reconheceu que alcançou um “trabalho fantástico” no desenvolvimento do primeiro motor de fabricação própria. Diretor-técnico dos taurinos, Pierre Waché exaltou a conquista, mas acredita que as adversárias mais experientes ainda estão à frente em termos de desempenho.
De fato, a Red Bull impressionou bastante desde o primeiro dia, após Max Verstappen completar 136 voltas em ritmo consistente. Considerando também a quilometragem da Racing Bulls, equipe B da marca dos energéticos no grid, foram 670 voltas e 3.592 km percorridos.
Não demorou para Toto Wolff admitir que esperava um desempenho pior, ao contrário do “quase 1s por volta” de Verstappen em pista. George Russell endossou o coro ao falar em “choque de realidade”, e até Andrea Stella, chefe da McLaren, colocou a rival austríaca como referência de momento.
Em coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO em Sakhir, Waché tentou se esquivar dos elogios, mas não escondeu a satisfação pela ótima impressão inicial. “Estou surpreso com o trabalho fantástico que a equipe de motores fez, conseguindo montar um carro e rodar tantos quilômetros.”

“Não vou dizer que somos a referência, porque acho que todos aqui sabem que é uma competição acirrada. Mas também precisamos reconhecer o trabalho fantástico que a equipe de motores fez e o fato de, sendo uma startup, com apenas três anos e meio de experiência com motores problemáticos, conseguir não cometer erros na pista, é uma conquista enorme”, salientou.
Depois, ao falar especificamente sobre o chassi do RB22, pontuou que ainda não é possível ter certeza da performance real de todos.
“É difícil afirmar com certeza que somos a referência. Vemos claramente as três melhores equipes, Ferrari, Mercedes e McLaren, à nossa frente”, avaliou o diretor da Red Bull.
“Pelo que analisamos, parece que estamos atrás, mas é onde nos encontramos no momento. Acho difícil falar sobre as outras equipes porque o plano de corrida de cada uma, o nível de combustível e a potência que utilizam são difíceis de entender. Mas não dedicamos muito tempo a isso. Apenas tentamos nos concentrar em como melhorar nosso trabalho”, encerrou Waché.
A Fórmula 1 volta de 18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein, com a segunda e última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.
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