Red Bull se aproxima de Pérez e pensa em deixar Albon como reserva em 2021

Dois jornalistas bastante respeitados no paddock da Fórmula 1 deram a mesma informação neste domingo em Abu Dhabi: Segundo o britânico Ted Kravitz e o espanhol Albert Fábrega, Sergio Pérez está muito perto de ser anunciado como piloto da Red Bull. A oficialização do acordo, que compreende também a recolocação de Alexander Albon como reserva, pode ser definida no começo desta semana

De candidato até a ter de cumprir um ano sabático, Sergio Pérez tem tudo para ‘cair para cima’ na temporada 2021 da Fórmula 1. Segundo o jornalista britânico Ted Kravitz, que atua na Sky Sports F1, e o espanhol Albert Fábrega, que é repórter da emissora Movistar F1, a expectativa é que o mexicano de 30 anos seja anunciado pela Red Bull no começo desta semana, talvez até na próxima segunda-feira (14).

Segundo Kravitz, “é esperado um anúncio, talvez na próxima semana, de que Sergio Pérez se uniu à equipe. E que Alex Albon vai continuar [na Red Bull] como piloto de testes e reserva”.

O jornalista inglês reporta também que “parece que Christian Horner e Helmut Marko conseguiram convencer Dietrich Mateschitz [dono da Red Bull], que gostaria de manter Alex Albon, a assinar com Pérez”.

A vitória épica de Pérez em Sakhir mudou o patamar do piloto na Fórmula 1 (Foto: Racing Point)

Conheça o canal do Grande Prêmio no YouTube! Clique aqui.
Siga o Grande Prêmio no Twitter e no Instagram!

“Parece que não há nada a perder. Eles podem muito bem ver como ele vai ser, e se ele [Pérez] não puder fazer o trabalho que eles querem, então eles têm Alex como reserva. Essa parece ser a solução elegante que a Red Bull escolheu”, declarou o jornalista.

Minutos antes da largada do GP de Abu Dhabi deste domingo, a Movistar+ trouxe a informação de que o contrato entre “Checo com a Red Bull está quase fechado, mas que ainda faltam alguns detalhes”. O jornalista Albert Fábrega ressaltou que “seria só para 2021”.

O passe de Pérez ganhou outro patamar com o desempenho ao longo da temporada 2020 da Fórmula 1, sobretudo na segunda metade do campeonato, que teve como ponto alto a vitória histórica no GP de Sakhir, corrida em que ‘Checo’ saiu de último na primeira volta, sendo acertado por Charles Leclerc, para alcançar o seu primeiro triunfo na Fórmula 1, coroando uma carreira de dez temporadas.

Antes da conquista no anel externo de Sakhir, Pérez chegou a admitir, em reiteradas vezes, a possibilidade de rumar para um ano sabático se não tivesse chance em uma equipe de ponta, leia-se Red Bull. ‘Checo’ descartou correr por equipes do meio ou do fim do grid, como Haas e Williams, por entender que, depois do nível que alcançou pela Racing Point, não faria sentido descer um degrau na Fórmula 1.

Mas depois da vitória no Bahrein, o discurso de Pérez mudou e, mesmo que não seja contratado pela Red Bull, garantiu que vai seguir no esporte em 2022.

Neste domingo, Pérez despediu-se da Racing Point em Abu Dhabi com um abandono prematuro após largar na última colocação. Albon, por sua vez, teve um de seus melhores desempenhos na Red Bull, terminando em quarto, logo atrás de Lewis Hamilton. O mexicano fechou a temporada em quarto no Mundial de Pilotos com 125 pontos — e duas corridas a menos que a maioria do grid —, contra 105 de Albon.

Caso seja de fato confirmada a sua ida para a Red Bull em 2021, Pérez vai ter então sua segunda chance em uma equipe de ponta da Fórmula 1. A primeira vez veio na esteira de uma grande temporada feita com a Sauber, em 2012, sendo contratado para defender a McLaren no ano seguinte em lugar de Lewis Hamilton, que se transferiu para a Mercedes.

Contudo, a ida de Pérez para a equipe de Woking veio num momento em que o piloto nascido em Guadalajara assumiu, anos depois, que não estava completamente maduro para lidar com a pressão de estar em uma equipe do porte da McLaren.

Sergio fez apenas uma temporada pela escuderia britânica, obteve o quinto lugar no GP da Índia como melhor resultado e foi dispensado com apenas uma temporada. A partir de 2014, passou a fazer parte da Force India, organização que foi adquirida pela Racing Point no ano passado. No total, foram sete temporadas defendendo a equipe de Silverstone antes do ciclo que se encerrou neste domingo.

Pérez, com duas corridas a menos, fechou a temporada 2020 com 20 pontos a mais que Albon (Foto: Red Bull Content Pool)

Se a Red Bull trazer Pérez como titular em 2021, a contratação do mexicano vai representar uma mudança importante na filosofia adotada pela equipe tetracampeã do mundo nos últimos anos. Houve um tempo em que a escuderia de Milton Keynes era apenas uma força do pelotão intermediário e, naquela época, costumava apostar em nomes mais experientes, como David Coulthard e Mark Webber.

Depois que Sebastian Vettel teve um ano dourado com a Toro Rosso em 2008, que teve como ponto alto a vitória no GP da Itália, a Red Bull passou a contar com o alemão na sua equipe matriz, primeiro formando dupla com Webber. O período entre 2010 e 2013, com Vettel como primeiro piloto e Webber como segundo, foi o mais vitorioso da equipe, com a conquista de oito títulos mundiais, sendo quatro de Seb entre os pilotos e quatro da Red Bull nos Construtores.

Com a aposentadoria do australiano no fim de 2013, desde então os taurinos optaram sempre por trazer pilotos do seu programa de desenvolvimento. Foi assim com Daniel Ricciardo, Daniil Kvyat, Max Verstappen e, com a saída do sorridente australiano para a Renault, outros dois jovens foram promovidos: Pierre Gasly e, depois, Albon.

Pérez, se tudo se confirmar, vai ser o primeiro piloto que originalmente não faz parte do chamado Red Bull Junior Team a virar titular da equipe dos energéticos desde 2007.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube