Renault explica fim de conversas com Andretti por motor na F1: “Precisam ser aprovados”

Bruno Famin, vice-presidente de automobilismo da Alpine, ressaltou que conversas sobre fornecimentos de motores para Andretti só serão retomadas caso equipe seja aprovada pela Fórmula 1

A Renault viu a possibilidade de ter uma equipe cliente na Fórmula 1 ruir na última semana, quando a Fórmula 1 rejeitou a entrada da Andretti como 11ª equipe. A montadora francesa chegou a ter um pré-acordo com os americanos para fornecer unidades de potência, mas o negócio expirou após a demora no processo de avaliação.

A Andretti buscava uma fornecedora de motores enquanto a General Motors desenvolve uma unidade de potência própria, prevista para 2028. A Renault deixou claro no fim do ano passado que poderia voltar a abrir negociações, mas Bruno Famin, vice-presidente de automobilismo da Alpine e chefe interino do time na F1, voltou a deixar bem claro que as conversas só serão retomadas caso a Formula One Management aprove a entrada do time de Michael Andretti.

“Tínhamos um pré-contrato e depois nada aconteceu. Mas estava relacionado com a [condição] de a Andretti ser aprovada. Por enquanto, eles não foram aprovados. Eu li, assim como você, o que a FOM disse sobre 2028. Vamos ver como será o futuro agora”, disse Famin ao site da revista inglesa Autosport.

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Michael Andretti teve várias negativas da F1 (Foto: Divulgação)

A Andretti chegou a ter sua entrada na Fórmula 1 aprovada pela Federação Internacional de Automobilismo, entidade reguladora do esporte. Questionado se as negociações foram retomadas naquele momento, Bruno foi claro: “Não, já que a FOM deu a sua resposta. Não tivemos nenhuma discussão”.

O comunicado divulgado pela FOM abriu as portas para a Andretti em 2028 caso de fato a parceria com a GM se concretize e o time tenha um motor batizado pela Cadillac. Famin defendeu a análise feita pelo grupo que controla a categoria e ressaltou que ficaria contente com uma 11ª equipe, desde que agregue valor ao campeonato.

“Ficaríamos muito felizes em ter uma 11ª equipe na F1, se ela agregar um valor real ao campeonato. Cabia à FOM avaliar qual era a o valor daquele projeto. Eles fizeram a análise e deram sua resposta. Foram eles que decidiram e estamos felizes com isso. Mas acho que é caso a caso. Não é uma posicionamento geral. Se um dia a F1 disser que uma 11ª equipe pode trazer muito valor ao campeonato, ficaremos muito felizes com isso”, concluiu o dirigente da Renault.

Fórmula 1 retorna às pistas de 21 a 23 de fevereiro, com os testes coletivos da pré-temporada no Bahrein, no circuito de Sakhir.

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