Reserva da Ferrari, Gutiérrez entende que estreia na F1 pela Sauber foi precipitada: “No lugar errado e na hora errada”

Esteban Gutiérrez foi alçado ao posto de titular da Sauber depois da saída do compatriota Sergio Pérez para a McLaren, em 2013. Mas o mexicano não teve uma boa passagem pelo time suíço e só pontuou uma vez, em Suzuka, no ano da sua estreia

Esteban Gutiérrez despontou como um dos bons talentos da GP2 no começo da década e acabou sendo contratado pela Sauber como reserva de Sergio Pérez e Kamui Kobayashi. Em 2013, o jovem mexicano foi alçado ao posto de titular depois que ‘Checo’ substituiu, sem sucesso, Lewis Hamilton na McLaren. Mas a jornada de Esteban como piloto de F1 não foi das mais felizes, tanto que, em duas temporadas, o jovem só conseguiu um resultado relevante, quando terminou o GP do Japão do seu ano de estreia em oitavo lugar, pontuando pela primeira e única vez na categoria.

Sobretudo em 2014, Gutiérrez lidou com muitas dificuldades por conta de um carro muito abaixo da média da própria Sauber. A escuderia suíça zerou tanto com o mexicano e com Adrian Sutil. O que acabou sendo frustrante para Esteban, que não renovou seu contrato com o time de Hinwil.

Muito por conta do polpudo patrocínio de Carlos Slim à Ferrari — que agora ostenta marcas como Claro e Telcel —, agora Gutiérrez é um dos reservas de Maranello. Hoje, Esteban, que completou 24 anos na última quarta-feira (5), tem uma chance de ouro de conviver nos fins de semana de GP com dois campeões mundiais: Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen.

Reserva da Ferrari, Esteban Gutiérrez teceu elogios ao "detalhista e preciso Vettel" (Foto: Ferrari)

Analisando como um todo, Gutiérrez entende que sua estreia na F1 acabou sendo precipitada: “No lugar errado e na hora errada”, cravou em entrevista veiculada pela publicação norte-americana ‘Motorsport.com’.

“Quando você alcança a F1, você tem de provar que tem talento. Mas não foi nada fácil cumprir com isso com as coisas acontecendo ao seu redor no esporte. De modo que foi desafiador para mim ao ter essa transição complicada. No primeiro ano, sendo um estreante, consegui ser competitivo algumas vezes e estava bem dentro da equipe”, explicou.

“No segundo ano, com a mudança das regras e todo o restante, foi muito frustrante. O carro simplesmente não correspondeu”, lamentou o piloto de Monterrey.

Esteban falou que a experiência na Sauber foi frustrante, mas mesmo assim consegue enxergar o lado positivo das coisas. “Há muita gente da Ferrari na equipe, eles sabiam sobre o trabalho que estava desempenhando em meio à situação toda, então eles me deram a chance de vir para cá. De várias maneiras, olhando de fora, pareceu muito ruim, e de fato foi, mas por dentro, aprendi muitas coisas, então isso foi positivo. Mas, infelizmente, não consegui melhorar. Provavelmente estava no lugar errado e na hora errada.”

Gutiérrez falou também sobre a chance de trabalhar com Vettel e Räikkönen e descreveu como os dois titulares trabalham. “Um é muito detalhista, ele lhe dá o feedback de forma detalhada. Leva mais tempo porque ele explica tudo muito precisamente. O outro é mais quieto, mas quando ele tem de falar, é sempre direto ao ponto. Em termos de qualidade, ambos são muito competitivos, mas trabalham muito bem juntos. E estou muito grato porque os dois são muito abertos a mim, o que é muito bom”, destacou o mexicano.

Quanto à possibilidade de voltar ao grid da F1 como piloto titular da Haas para 2016, Gutiérrez se manifestou de forma pouco efusiva. “Com a minha experiência na Sauber, sei do progresso da unidade de força da Ferrari, desde o passado até o presente. Há algumas opções, mas tenho uma visão, partindo da decisão de não continuar na Sauber. Sigo com essa visão e continuo apostando nisso”, concluiu.

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