Retrospectiva 2023: Albon opera milagres com FW45 e tira Williams da lanterna da F1
Milagres aconteceram na F1 2023, e Alex Albon foi responsável por eles. Com um carro de layout bastante simplório, o piloto de 27 anos, mais uma vez, segurou as pontas da Williams e é joia para próximos anos
Milagroso. A melhor palavra para definir Alex Albon com a Williams na F1 2023. É verdade que o FW45 parecia mais consistente que seu antecessor, mas o anglo-tailandês soube como encontrar ritmo e comandou a caminhada para fora da lanterna do Mundial de Construtores, lugar onde o time de Grove tinha se acostumado a ficar nos últimos anos.
Para se ter ideia do cenário: a Williams terminou o campeonato com 28 pontos — 27 conquistados por Albon, um por Logan Sargeant. A equipe abriu mão de um aporte financeiro considerável de Nicholas Latifi para dar chance ao pupilo americano, e o preço foi alto.
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Sargeant enfrentou as dificuldades da estreia e não evoluiu. Foi também por uma questão circunstancial que ele conquistou seu primeiro ponto na F1 no GP dos Estados Unidos. Por outro lado, Logan liderou uma tabela inglória: a de custos extras por batidas e abandonos, algo em torno de US$ 4,33 milhões (cerca de R$ 21,2 milhões na cotação atual) em danos.
É por isso que a importância de Albon é mais uma vez tão evidente. Por mais esquisito que o layout do carro parecesse de início — é bom lembrar aquele assoalho simplório que ganhou manchetes —, Alexander tirou leite de pedra. Como o carro tinha na velocidade de reta uma grande arma, o piloto #23 brilhou em circuito com trechos mais velozes e figurou diversas vezes no Q3. E apesar do ritmo de corrida quase sempre inconsistente, Albon era capaz de maximixar os resultados, especialmente devido à habilidade de cuidar dos pneus.
Seja na estratégia ou até por sorte, esteve no top-10 em 2023 em sete provas: Bahrein, Canadá, Grã-Bretanha, Holanda, Itália, Estados Unidos e México. Quatro a mais em comparação com 2022.

Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, em Interlagos, Albon analisou o que conquistou na temporada. “Não acho que tivemos sempre um carro para marcar pontos, mas quando as oportunidades surgem, abandonos ou mudanças nas condições climáticas, temos estado sempre lá para capitalizar. Obviamente por ser um pouco mais previsível, sinto que posso extrair um pouco mais de performance do carro com a pilotagem, mas também há mais downforce comparado ao último ano”, declarou.
De fato, a Williams vive um melhor momento financeiro após a crise que a assombrou por algum tempo na F1. E ter um piloto capaz de desenvolver e maximizar o possível para escalar a tabela é fundamental. Há questões, claro, com a permanência de Sargeant, mas os britânicos acertam 100% pela continuidade do piloto de 27 anos.
A Williams cresce e tem nas mãos a chance de evoluir ainda mais. A ver se ela consegue se tornar em 2024 ainda mais previsível — num bom sentido — e entregar um carro consistente para toda a temporada.
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