Kubica lamenta mudança de foco da BMW em 2008: “Não tivemos outra chance”

Robert Kubica não escondeu, treze anos depois, que se ressente com o fato de a BMW focar mais em 2009 do que em 2008. O polonês sente que perdeu a grande chance de lutar por título

Acidente do líder, erro do campeão e vitória de Pérez: os melhores momentos do GP do Azerbaijão (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Passados treze anos, o longínquo ano de 2008 ainda está na retina  de Robert Kubica, quarto colocado no Mundial vencido por Lewis Hamilton. O polonês, hoje piloto de testes da Alfa Romeo, ainda lembra com certa mágoa e incompreensão a atitude da BMW, equipe que defendia na época, que abriu mão do projeto do carro no meio da temporada para focar no desenvolvimento do carro de 2009, temporada que marcava o surgimento de um novo regulamento na categoria.

Em entrevista veiculada pelo site Motorsport.com, Kubica relembrou a temporada 2008, ano em que conquistou sua única vitória na categoria, no GP do Canadá, e chegou a liderar o Mundial de Pilotos. De acordo com o polonês, o fato de a equipe não ter aproveitado a “chance única” de vencer o Mundial é motivo de lamento por ex-funcionários da escuderia até hoje.

“Eu tenho exatamente a mesma visão que tinha na época, porque no fim das contas eu estava envolvido na situação, que infelizmente, eu sentia que poderia ser nossa única chance de brigar pelo campeonato”, disse Kubica. “Não tínhamos o carro mais rápido, isso é fato. Normalmente, o carro mais rápido vence o campeonato, mas não é sempre”, lembrou.

“Por alguma razão qualquer, erros alheios, o fato de termos feito um trabalho melhor no começo da temporada… No fim, mesmo sem o carro mais rápido, estávamos liderando o campeonato”, seguiu.

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A única vitória de Robert Kubica na F1 foi anotada em 2008, pela BMW (Foto: BMW)

“Você tem que usar suas oportunidades, pois nunca sabe na vida quando terá uma segunda chance. Eu encontrei alguns mecânicos 10 anos depois, que na época trabalhavam comigo, e eles têm a mesma visão que a minha. E se lamentam, porque no fim não tivemos outra chance”, disse.

Em um campeonato decidido na última volta da última corrida, o GP do Brasil, Kubica citou a imprevisibilidade. O campeonato contou com briga ferrenha entre Ferrari e McLaren, mas com a BMW acompanhando de perto. Mesmo sem o melhor carro, Robert reitera que havia uma clara possibilidade de triunfo.

“Corridas são assim, ninguém era dominante. Ferrari e McLaren eram mais fortes em algumas pistas do que em outras, mas tiveram problemas técnicos e cometeram erros. Foi assim que acabei liderando o campeonato e me mantive na briga por tanto tempo, sem o melhor carro. Eu lembro de me classificar em sexto em Fuji, com o Nick [Heidfeld], companheiro de equipe em 16º. Não tínhamos performance, mas eu liderei a primeira volta e terminei em segundo. Tenho certeza que se tivéssemos corrido da forma que testamos três meses antes, eu teria vencido aquela corrida”, lembrou.

“Ainda lamento sobre isso, mas eu me sinto privilegiado de estar nessa posição, pois muitos pilotos talentosos nunca tiveram essa chance”, concluiu.

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