Grosjean pede cuidado e põe teto de gastos como “segunda melhor ideia da F1”

Romain Grosjean se mostrou um ávido defensor do teto orçamentário, mas lamentou a punição parca à Red Bull após a quebra de 2021

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É verdade que Romain Grosjean deixou a Fórmula 1 há dois anos, mas o fato de ter sido presidente da Associação de Pilotos durante algumas temporadas torna a opinião dele ainda relevante para assuntos relacionados ao Mundial. E o francês continua ligado para coisas como, por exemplo, o teto orçamentário: segundo ele, a segunda maior invenção da história da F1, atrás somente do halo.

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Grosjean, que inicialmente se opôs ao halo e mudou de ideia após o aparato salvar a vida de pilotos ao longo dos anos — inclusive a dele no fim do campeonato de 2020 —, agora entende que a proteção é a coisa mais brilhante que a F1 já fez. Mas o teto de gastos vem próximo, no segundo lugar, e tem de ser protegido.

“O teto orçamentário é a segunda melhor ideia da história da Fórmula 1, atrás apenas do halo. Dito isso, medidas mais duras são necessárias caso o teto seja violado”, afirmou em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport.

Horner convocou entrevista coletiva no México logo após decisão da FIA (Foto: Red Bull Content Pool)

O teto passou a valer em 2021 e foi estabelecido em US$ 145 milhões — por volta de R$ 752 milhões, na conversão do dia. Neste ano, após toda a avaliação financeira conduzida pela FIA sobre os balanços das equipes em 2021, a conclusão foi de que a Red Bull desrespeitou o teto em cerca de 0,5%. A punição foi uma multa de US$ 7 milhões — R$ 36 milhões — e a redução de 10% do tempo para testes no túnel de vento em 2023. Grosjean acha que foi pouco.

“Mesmo que os números finais atribuídos à Red Bull sejam menores do que se imaginava no começo, alguns milhões podem fazer a diferença”, seguiu.

“Se a punição for leve para alguns milhões, amanhã outra equipe pode passar e quebrar o teto por US$ 6 ou 10 milhões”, finalizou.

Na mesma entrevista, o francês ainda falou que a F1 subestima a Indy e pediu um teste para Scott McLaughlin, piloto revelação na categoria de monopostos dos Estados Unidos após anos de conquistas no Supercars australiano.

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