Vettel admite riscos, mas diz “simpatizar” com protestos na Inglaterra: “São livres”
Após protestos que culminaram em invasão ao Circuito de Silverstone durante o GP da Inglaterra, Sebastian Vettel reconheceu os riscos da manifestação — mas deixou claro que entende o motivo por trás da mobilização
O GP da Inglaterra, realizado no último domingo (3) em Silverstone, poderia ter acabado em uma tragédia. Além do acidente assustador do chinês Guanyu Zhou, um protesto do grupo ativista ‘Just Stop Oil’ — que briga por mudanças no licenciamento e na produção de combustíveis fósseis — aconteceu ainda na primeira volta, com manifestantes sentando em uma fila na pista. Sebastian Vettel, um dos nomes mais engajados em causas sociais no cenário do automobilismo, comentou sobre o assunto.
O alemão ressaltou que simpatiza com aqueles que querem protestar por um mundo melhor e por mudanças na sociedade — como as climáticas, de fundamental importância para o grupo britânico —, mas ressaltou o perigo de entrar em uma pista com carros que estão acostumados a atingir mais de 300 km/h.
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“Todos são livres para terem seus próprios pontos de vista sobre o assunto”, disse Vettel. “Acho que essas pessoas não agiram por frustração, mas sim por desespero e simpatizo com seus medos, suas ansiedades. Acho que todos que entendem o tamanho do problema que estamos encarando, consegue compreender”, salientou.
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O protesto só não tomou contornos dramáticos justamente por causa do acidente logo na largada, que envolveu, além de Zhou, pelo menos outros quatro carros: George Russell, Pierre Gasly, Alexander Albon e o próprio Vettel, que atingiu a Williams do tailandês. Com o caos formado ainda na primeira volta, a bandeira vermelha foi logo agitada e os pilotos diminuíram a velocidade. Ainda assim, registraram os protestantes sendo contidos em diversas partes do circuito.
“Por outro lado, eu entendo o outro ponto [da situação]. Existem fiscais tentando impedir que pessoas façam esse tipo de coisa”, prosseguiu. “E você está colocando em risco as pessoas que estão envolvidas na corrida, como pilotos e fiscais. Então, existem dois lados”, argumentou o tetracampeão mundial.
Por fim, Vettel abordou diretamente o assunto e falou sobre a futura implementação do combustível sustentável na Fórmula 1, previsto para entrar em cena com o novo regulamento de motores — ou seja, em 2026. As discussões em torno do tema ainda seguem, mas o alemão torce para que a mudança aconteça o mais rápido possível.
“Não estou tomando decisões aqui, mas obviamente posso fazer perguntas, e o plano é ir nessa direção”, indicou. “Existem prós e contras quando você fala sobre combustíveis sintéticos. Como você faz, qual é a fonte, esse tipo de coisa. Mas não temos tempo a perder. Obviamente, a introdução está planejada para 2026. Acho que nem todo mundo está concordando facilmente em mudar antes. No fim, provavelmente seria a decisão correta mudar o mais cedo possível”, finalizou.
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