Sem arrependimento, Massa deixa F1 tranquilo. Mas não pensa em morar no Brasil e nem ficar sem fazer nada

Felipe Massa vai deixar a F1 após o fim da temporada 2017. O anúncio sobre a segunda aposentadoria foi feito neste sábado. Com a saída do grid, o Brasil vai deixar de ter um brasileiro no grid pela primeira vez em quase 50 anos. Mas o piloto deixa o Mundial tranquilo e sem arrependimentos

.embed-container { position: relative; padding-bottom: 56.25%; height: 0; overflow: hidden; max-width: 100%; } .embed-container iframe, .embed-container object, .embed-container embed { position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; }

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;

Relacionadas

Felipe Massa enfim já sabe seu futuro. O brasileiro vinha pressionando a Williams por uma decisão quanto a uma eventual renovação de contrato, pois tinha a ambição de realmente seguir na F1 por mais um ano. Felipe se sentia ainda capaz de ser competitivo e mostrou um desejo enorme de continuar guiando essa nova geração de carros da maior das categorias. Só que a equipe britânica parece ter outros planos. E Massa decidiu, então, que agora é hora de pendurar as sapatilhas de vez. O anúncio sobre a segunda aposentadoria aconteceu na manhã deste sábado (4). O piloto de 36 anos usou as redes sociais para confirmar que os GPs do Brasil e de Abu Dhabi serão os últimos de sua sólida carreira na F1.

 
De fato, Massa construiu uma trajetória digna e ganhou o respeito de seus pares ao longo dos anos. Felipe defendeu a Sauber no início de seus dias no Mundial e, logo depois, ganhou a grande chance de defender a escuderia mais tradicional e longeva do grid: a Ferrari. Como se não bastasse, o brasileiro dividiu por uma temporada inteira as garagens italianas com Michael Schumacher, o maior vencedor da história do esporte. E foi também pilotando o carro vermelho que Massa alcançou seu maior feito na F1: o vice-campeonato em 2008, em um ano em que teve como rival ninguém menos que Lewis Hamilton.
Felipe Massa e Lewis Hamilton: os dois disputaram o título de 2008 da F1 (Foto: AFP)
Felipe também viveu alguns dramas e o maior deles, sem a menor dúvida, foi o grave acidente que sofreu em 2009, quando uma peça solta do carro de Rubens Barrichello atingiu a sua cabeça durante a classificação do GP da Hungria. O veterano ficou de fora do restante daquela temporada e se recuperou totalmente da lesão no rosto. Quando retornou à pista, passou a ter Fernando Alonso como companheiro em Maranello. A parceria que ficaria marcada por uma polêmica ordem de equipe da Ferrari em 2010.
 
Na equipe italiana, Felipe ficou oito temporadas. Aí veio a chance de reinventar na Williams. Massa liderou o desenvolvimento da esquadra na nova era híbrida da F1. E o time inglês viveu dois bons campeonatos em 2014 e 2015, quando chegou a ser terceiro no Mundial. Só que, depois, o rendimento caiu. E agora a Williams procura uma nova dupla.
 

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;

Massa sai por cima. “Tranquilo e sossegado”, como disse ao GRANDE PREMIO durante a passagem da F1 pelo México, na última semana. Felipe garantiu que estava preparado para tudo, embora tivesse a vontade de continuar por duas razões: 1) o novo regulamento do Mundial que produziu um carro mais ao seu estilo e 2) pela expectativa de uma renovação e de uma nova filosofia de trabalho na Williams.
 
Não deu. Mas Felipe sabe o que vai fazer daqui para frente. A F-E está no radar. Só que não deve ser logo. Talvez um ano de descanso seja mais apropriado. Massa, porém, não pensa muito em ficar sem fazer nada. “Acho que também vou pensar em outras coisas para fazer. A F-E pode ser um caminho, mas também quero fazer outras coisas”, disse o GP.
 
E questionado sobre que tipo de trabalho poderia exercer além de correr, Felipe respondeu: “Cuidar do meu dinheiro, sem dúvida, porque não é tão fácil assim como parece. Além disso, encontrar alguma coisa que eu realmente goste de fazer… Quer dizer, eu vou arrumar alguma coisa, porque não consigo também ficar sem fazer nada. Mas isso não me preocupa. Vou atrás e, com certeza, vou achar coisas boas para fazer.”

Mas dentro desses planos não está o retorno ao Brasil. “Não tenho planos neste momento de voltar a morar no Brasil. Até porque o meu filho está na escola em Mônaco, fala quase quatro línguas, então acho que, sem dúvida, por ele é mesmo continuar lá. E é uma baita experiência também. Se eu tivesse sete anos e falasse três línguas, então, para ele, é excepcional para ele. Então, pelos próximos anos, acho que vou continuar fora”, explicou.

Pelo filho, Massa não quer voltar a morar no Brasil (Foto: Reprodução/Redes sociais)

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;

Massa também não se furtou a falar sobre a ausência de brasileiros no grid. Com a sua aposentadoria, será a primeira vez, desde 1969, que a F1 não terá ao menos um representante tupiniquim. O piloto se disse triste pela situação. “É triste. A gente sabe que, se eu não continuar na F1, a chance de ter um brasileiro num curto período é muito difícil. É triste porque a gente sabe o quão importante é o Brasil para a F1, o quanto a F1 gosta do Brasil, também. No final, sem dúvida é triste. Vamos ver o que vai acontecer”, contou Felipe, que também foi uma franco ao analisar a sua própria saída.

 
“Acredito que algo vai fazer falta para os torcedores, para as pessoas… O brasileiro gosta de brasileiro, então acho que vai fazer falta não ter um brasileiro, mas também não quero dizer que o autódromo não vá ter ninguém. Talvez realmente perca um pouco de torcedores, mas o que quero dizer é que, sem dúvida, vai perder em efeito, em importância. E que pode também colocar em dúvida a corrida do Brasil da F1 no futuro”, declarou.
 
Por fim, Massa se mostrou satisfeito com sua última temporada na F1 e com sua trajetória no esporte. E ao ser perguntado se havia algum arrependimento, Felipe foi categórico: “Não”.
 
O GP do Brasil, o penúltimo da carreira do #19 da F1, aconteceu no próximo domingo, dia 12 de novembro, e o GRANDE PRÊMIO cobre AO VIVO e ‘in loco’.

#GALERIA(5766)

FORÇA DE VETTEL VALORIZA TÍTULO

É UM PRIVILÉGIO VER HAMILTON CHEGANDO AO TETRA NO AUGE

.embed-container { position: relative; padding-bottom: 56.25%; height:
0; overflow: hidden; max-width: 100%; } .embed-container iframe, .embed-container object, .embed-container embed { position: absolute;
top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; }

 
Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!