Sem temer fracasso, Albon pede tempo para “dar resultados que a equipe merece”

Os contratempos da carreira de Alexander Albon fizeram dele alguém que não tem medo de que as coisas deem errado. Foi o que o tailandês disse em entrevista realizada em Interlagos. Agora, de contrato renovado, quer tempo para dar à Red Bull todos os resultados que a equipe merece

A instabilidade recente ajudou Alexander Albon a lidar com o moedor de carne que é o sistema da Red Bull a partir da chegada à Fórmula 1. Foi o que o tailandês afirmou durante entrevista em Interlagos nesta quinta-feira (14). Mas, no fim das contas, avisa que só se chega ao máximo do desempenho possível com tempo de casa. 
 
Apenas nos últimos 12 meses, Albon foi de piloto da Fórmula 2 para a Fórmula E para a Toro Rosso na F1. Em pouco mais de meia temporada, para a Red Bull. A instabilidade de uma carreira que já tinha visto a demissão da academia de pilotos da fábrica austríaca, anos atrás, ensinou algumas lições. 
 
"Acredito que a instabilidade fez com que eu não ligasse para isso. É o sentimento que eu carrego de que, mesmo que as coisas deem errado, vai ficar tudo bem. Pode parecer estranho, mas é isso. Eu não tenho medo do fracasso e acho que me ajudou. Carrego isso comigo durante o ano", afirmou.
Alexander Albon (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Ao GRANDE PRÊMIO, declarou que a chegada à Red Bull criou uma certa insegurança, apesar de acreditar que seria competitivo. Mas o nível mais alto de resultados, diferentemente, apenas com tempo de casa.
 
"Você nunca vai se sentir totalmente seguro antes de guiar o carro pela primeira vez, isso não existe, é impossível. Mas foi bastante natural [a transição]. Claro que, conforme você vai se sentindo mais confortável na equipe, a velocidade melhora. É aí que a performance vem e você se sente confortável para dar ao time os pontos e os resultados que ele merece", disse. 
 
"É mais ou menos continuar o que eu tenho feito. Não acho que tenha mudanças na abordagem. Na minha cabeça, penso em melhorar, conhecer a pistas e ficar preparado para a temporada que vem", seguiu. 
 

Perguntado, sobre a diferença entre chegar à Toro Rosso e à Red Bull, minimizou.
 
"É uma sentimento semelhante, um processo de parecido para pensar também. Queria saber como eu ia me comparar com os adultos, foi mais ou menos o mesmo que eu pensei no começo da temporada. É uma daquelas coisas que some quando você entra no carro e começa a pensar no trabalho", finalizou. 

GRANDE PRÊMIO cobre in loco o GP do Brasil com os jornalistas Evelyn Guimarães, Felipe Noronha, Fernando Silva, Flavio Gomes, Gabriel Carvalho, Gabriel Curty e Pedro Henrique Marum, e o fotógrafo Rodrigo Berton. Acompanhe todo o noticiário aqui e tudo dos bastidores e das atividades em pista AO VIVO e em TEMPO REAL

 

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube

Saiba como ajudar