Senna classifica punições aplicadas pela FIA como severas e diz que segurança “elimina medo de bater”

Bruno Senna acredita que a consciência de que boa parte dos acidentes não resultarão em maiores consequências deixa os pilotos despreocupados, mas prega respeito pelos adversários: “Você precisa dar espaço para o outro”

Para Bruno Senna, os comissários da FIA têm sido rigorosos demais na hora de aplicar punições aos pilotos por incidentes de pista. “Às vezes, você puxa o carro um pouco fora da pista e já recebe uma punição”, criticou o brasileiro, em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira, em Monza, palco do GP da Itália deste domingo (9).

O próprio piloto foi alvo de uma pena controversa aplicada pelos comissários. Foi no GP da Europa, quando o piloto se envolveu em um toque com a Sauber de Kamui Kobayashi e precisou cumprir uma passagem pelos boxes. À época, ele já havia demonstrado sua insatisfação com o excesso de rigor dos comissários. Seu companheiro de Williams, Pastor Maldonado, por sua vez, já recebeu um total de 12 penalizações em 12 corridas disputadas até aqui em 2012.

Bruno Senna criticou o excesso de rigor dos comissários da FIA (Foto: Williams F1/LAT Photo)

“Ninguém bate de propósito”, ironizou Senna. “Às vezes, você faz um erro de julgamento e é isso. Mas as sanções que estão sendo dadas na GP2 e na F1 são muito severas às vezes”, avaliou o piloto, que está em seu terceiro ano na categoria máxima do automobilismo mundial.

Senna disse que o “mais importante é o respeito entre os pilotos, é saber que você precisa dar espaço para o outro”, mas ponderou que a avançada segurança dos carros contribui para o aumento dos toques entre os pilotos: “Isso elimina grande parte do medo de bater em outro carro ou bater sozinho, porque toda vez que você bate, sai andando. Antigamente não tinha essa. Batia, machucava ou morria”.

“Então, acho que os pilotos continuar com a perspectiva de que isso aqui é um esporte perigoso, por mais seguro que seja. O importante é agir na pista com segurança e não com agressividade de mais”, opinou o brasileiro.

Apesar de criticar as decisões dos comissários, Senna afirmou que não há como discuti-las. “Você tem a chance de conversar com eles depois da corrida, porque eles estão fora da pista e muitas vezes a situação é diferente para eles. Mas a questão é que você precisa se ajudar também”, comentou.

Vice-campeão da GP2 em 2008, Senna também não acredita que o problema pelos sucessivos incidentes em que os novatos na F1 se envolvem esteja nas categorias de base. “Sempre tem acidentes nas categorias menores. Os pilotos estão aprendendo. Estão aprendendo com os erros que cometem. É claro que se você está em uma GP2, que é preliminar da F1, você quer fazer tudo e, às vezes, é demais. Você exagera porque quer mostrar resultado e tudo mais. Mas é preciso aprender que é necessário ter respeito um pelo outro”, encerrou o 16º colocado no Mundial, que somou 24 pontos até aqui na temporada.

O Grande Prêmio cobre ‘in loco’, com a jornalista Evelyn Guimarães, o GP da Itália, neste final de semana, em Monza. Acompanhe o noticiário aqui.

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