Silverstone investe R$ 475 milhões para solucionar problemas de drenagem e expandir complexo

A chuva que caiu durante dois dos três dias do GP da Inglaterra causou transtornos ao público, que enfrentou lama e trânsito para deixar as imediações do circuito. Para solucionar isso, os administradores do circuito de Silverstone prometem investir pesado em novas reformas

Durante o final de semana do GP da Inglaterra, o público enfrentou dois dias de chuva intensa entre sexta-feira e sábado, o que causou até mesmo a paralisação do treino classificatório por 1h30. Com isso, os fãs tiveram problemas, como lama em boa parte das imediações e grande trânsito durante boa parte dos dias em que o tempo esteve ruim.

Para solucionar os problemas, o British Racing Drivers Club (Clube dos Pilotos Britânicos) pretende fazer um investimento de £ 150 milhões (pouco mais de R$ 475 milhões) para que nada do que aconteceu neste ano se repita nas próximas provas da F1 em Silverstone.

"Até o final do ano, ou logo menos, teremos feito um acordo abrangente para todo o entorno de Silverstone ou nós vamos falar com entidades locais sobre alugar ou comprar uma parte que está fora dos limites do circuito", disse Stuart Rolt, presidente do British Racing Drivers Club (BRDC), ao jornal inglês 'The Telegraph'.

Público enfrentou problemas em dois dos três dias de atividades em Silverstone (Foto: Circuito de Silverstone/Facebook)

Com mais de 800 pessoas participando, o BRDC terá uma Assembleia Geral ainda nesta semana para definir o que fazer com os 850 hectares de terra que não são usados e que estão dentro do circuito. Caso o uso seja aprovado, um novo investidor deve ser anunciado nos próximos dias para fazer as reformas necessárias para adequar esse novo trecho, que inclui hotéis e outras instalações na região de Northamptonshire, que abriga o circuito de Silverstone.

Nos últimos anos, o circuito de Silverstone passou por reformas e se transformou em um dos mais modernos da Europa. Mas isso teve uma consequência e o BRDC fechou 2011 com prejuízo de £ 27 milhões (pouco mais de R$ 85 milhões), o que foi coberto Lloyds Banking Group, que é comandado pelo governo e é a maior instituição financeira do Reino Unido.

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