Todt diz que trabalhou para unir FIA, F1 e Ecclestone e que Pacto de Concórdia vai ser assinado em breve

Para o próximo ano, o presidente da FIA acredita que a tomada de decisões para mudar o regulamento e discutir o futuro da categoria será melhor e mais ampla. Falando do acordo de concórdia, ele espera que tudo seja resolvido nas próximas semanas

Os principais dirigentes da F1, chefes de equipe e Bernie Ecclestone, vêm negociando o novo acordo de concórdia para a próxima temporada. Com alguns impasses e discordâncias, o novo vínculo ainda não foi assinado, o que vem gerando especulações sobre o futuro da categoria.

Também participando ativamente das reuniões está Jean Todt, atual presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). De olho em uma das fatias do gordo bolo de dinheiro que a categoria rende, o dirigente afirma que o novo acordo de concórdia vai ser melhor para as equipes e vai tornar a tomada de decisões mais democrática.

Todt espera ver o acordo de concórdia ser assinado em breve (Foto: Ferrari/ Ercole Colombo)

“Para mim, vai ser tudo mais aberto na hora de mudar alguma coisa”, explicou o presidente ao site da revista ‘Autosport’. “No momento, da forma como tudo está estruturado, é impossível mudar alguma coisa”, completou.

Para 2013, um Grupo Gestor vai ser criado para dar ideia e sugestões aos principais dirigentes da F1. E, além disso, a estrutura dos grupos Técnico e Esportivo está sendo mudada quase por completo, para facilitar possíveis encontros e tomadas de decisões.

“A decisão será baseada na maioria, não mais por 70% [do grupo]. Vai ser uma organização democrática e equilibrada, o que não existe agora. Portanto, para a FIA, vai ser um bônus”, explicou.

O principal dirigente do automobilismo mundial espera ver o acordo de concórdia fechado em poucas semanas e dá um aviso: só vai concordar com o novo contrato se favorecer o esporte como um todo.

“Eu nunca vou aceitar de que temos de nos certificar em apenas agradar a FIA. Também não vou aceitar algo que favoreça só as equipes ou que agrade só o detentor dos direitos comerciais. Para mim, tem que haver equilíbrio”, falou. “Depois de algumas reuniões com a CVC [dona dos direitos comerciais], Bernie, com as equipes e, em seguida, com todos reunidos, tínhamos uma divisão”.

“Para mim, foi importante colocar tudo em conjunto. Foi o que fiz na reunião do dia 22 de outubro, em Paris. Nós concordamos com a maioria dos artigos e, agora, temos que finalizar o acordo escrito e assiná-lo. A FIA vai reforçar sua posição, mas de uma forma equilibrada”, finalizou. 

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