Chefe da Mercedes critica punição e explica “fodam-se todos” para Hamilton no Brasil

Toto Wolff comemorou quinto lugar de Lewis Hamilton em tom de desabafo pelo rádio do britânico, e explicou o ocorrido. Chefe da Mercedes ainda criticou punição recebida pelo piloto

F1 EM SÃO PAULO: BRIEFING FAZ O ESQUENTA DA CORRIDA | Briefing

A Mercedes começou o sábado (13) recebendo péssimas notícias entre o TL2 de Interlagos e a corrida sprint para o GP de São Paulo: Lewis Hamilton foi desclassificado da sessão classificatória de sexta-feira, da qual fora o primeiro colocado, e teve que largar em último na disputa que definiria o grid de largada da corrida principal. No entanto, o inglês conseguiu escalar o pelotão e terminar em quinto lugar, enquanto Valtteri Bottas, seu companheiro de equipe, superou Max Verstappen na largada para conquistar a pole de domingo. Chefe da equipe, Toto Wolff avaliou a montanha-russa de emoções.

“Às vezes, após as maiores frustrações na Fórmula 1, você tem 60 minutos ótimos como esses com Valtteri, totalmente no controle da corrida”, destacou o chefe da Mercedes. “Tínhamos um grande carro, uma ótima estratégia e uma boa velocidade de reta. Ele foi brilhante em não deixar o outro cara [Verstappen] se aproximar”, disse.

O austríaco ressaltou a performance de Hamilton, que saiu da 20ª posição para terminar em quinto. De todos os pilotos no grid da Fórmula 1, os únicos que não foram ultrapassados pelo inglês foram Bottas, Verstappen, Carlos Sainz e Sergio Pérez.

“Lewis está voltando”, continuou Wolff, celebrando o desempenho do heptacampeão mundial, ainda com esperanças de conquistar o oitavo título. “Acho que ele fez 16 ultrapassagens, não sei quantas ultrapassagens são necessárias para terminar em quinto [são 15, saindo em último]. É ótimo esquecer a política por um momento e apenas assistir uma grande corrida”, celebrou.

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Lewis Hamilton conseguiu saltar de 20º para quinto na corrida sprint de Interlagos (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Após a conclusão da corrida sprint, em comunicação pelo rádio com Hamilton, Wolff disse um “foda-se todos eles”. O chefe da Mercedes ressaltou que não foi uma mensagem direcionada a alguém, mas um desabafo. “Não quis dizer em relação às regras”, contemporizou. “Geralmente é uma maneira de pensar que temos. Às vezes, quando existem problemas, você precisa crescer”, disse.

No entanto, Toto não deixou de tecer críticas pela forma como o caso foi conduzido. O austríaco argumentou que outros testes encontraram divergências mínimas no passado, mas a equipe teve a oportunidade de corrigir — chance que não foi concedida desta vez.

“O ponto é que ontem o carro estava sendo analisado e duas horas antes da corrida recebemos a informação de que fomos desclassificados”, lamentou Wolff. “De um jeito triste, porque existem procedimentos na Fórmula 1, um modus operandi e um protocolo que você precisa seguir. Temos um carro que não estava dentro do limite de 85 mm do regulamento [na asa móvel]”, reconheceu, antes de opinar que situações parecidas tiveram desfechos diferentes no passado.

“Falhamos em consecutivos testes no passado por margens mínimas, e isso significava ter que consertar”, revelou. “Vimos isso com a asa traseira da Red Bull no último final de semana. Tivemos outras falhas maiores deixadas para trás. A FIA tem nossos desenhos, nossas asas. Queríamos deixá-las com eles para que pudessem dividir em mil pedaços. Não fomos autorizados a analisá-la”, afirmou o dirigente.

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Felipe Massa cumprimenta Valtteri Bottas após vitória do finlandês na corrida sprint em SP (Foto: Steve Etherington/Mercedes)

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Wolff voltou a dizer que a Mercedes não teve culpa no incidente, mas preferiu acatar a punição recebida e não apelar por uma mudança junto aos comissários. Segundo o chefe da escuderia, a melhor decisão é aceitar o que foi definido pela FIA.

“Ela [a asa] simplesmente foi danificada durante a classificação”, minimizou o austríaco. “Nenhum dos nossos argumentos contou. Nós falhamos no teste. A decisão deles precisa ser respeitada, decidimos não apelar. É simplesmente uma decisão filosófica de aceitar o que os comissários determinaram. Se eles decidem você precisa aguentar a pancada”, conformou-se.

Sobre a corrida em si, Toto avaliou de forma positiva. Bottas tomou a dianteira de Verstappen logo na largada, para não largar mais. O holandês até conseguiu se aproximar em alguns momentos, mas não chegou a ameaçar a vitória do finlandês, suficiente para garantir a pole do GP de São Paulo e mais três pontos na tabela de classificação. Max soma dois e Carlos Sainz — o terceiro — leva um ponto.

“Acho que temos um bom carro. Vimos que em 23 voltas não sofremos com os pneus. Amanhã é um jogo diferente, porque estará muito mais quente do que foi hoje”, disse Wolff, antes de encerrar ressaltando a corrida de Hamilton, além de assegurar que as asas permanecem em conformidade com o regulamento. “É encorajador vermos, pelo menos, que podemos ultrapassar. As asas foram checadas hoje novamente e está tudo bem”, encerrou.

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O flagra do momento em que Max Verstappen checou a asa traseira do carro de Lewis Hamilton em Interlagos (Foto: Reprodução)
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