Wolff e Lawrence Stroll são investigados por suspeitas em compra de ações da Aston Martin

Segundo reportagem do Le Journal de Montréal, Toto Wolff e Lawrence Stroll, chefe da Mercedes e dono da Aston Martin, respectivamente, estão sendo investigados por autoridades do Reino Unido em razão da compra, por parte de Wolff, de ações da Aston Martin. Há a suspeita do uso de informações privilegiadas no momento em que Toto realizou o investimento

Fernando Alonso acelerou o Renault R.S.18, pintado com as cores da Alpine, no sábado em Le Mans (Vídeo: WEC)

Toto Wolff e Lawrence Stroll estão sob investigação por parte de autoridades britânicas pelo suposto uso de informações privilegiadas para que o chefe da Mercedes adquirisse ações da Aston Martin, empresa que tem no empresário canadense seu maior acionista. Quem revela é o Le Journal de Montréal, em reportagem assinada pelo jornalista Jean-François Cloutier nesta segunda-feira (23).

A publicação canadense informa que a BaFin, Federal Financial Supervisory Authority (ou Autoridade Federal de Supervisão Financeira), sediada na Alemanha, passou a investigar a transação a partir de novembro do ano passado. Depois, o caso foi encaminhado para a FCA, Financial Conduct Authority (ou Autoridade de Conduta Financeira, em tradução livre), com base no Reino Unido, já que as ações da Aston Martin são negociadas na Bolsa de Valores de Londres.

Em janeiro de 2020, a Aston Martin teve 16,7% das suas ações adquiridas por Lawrence Stroll, empresário bilionário canadense conhecido pelo seu êxito com a revitalização de marcas famosas do mundo da moda, como Tommy Hilfiger, Prada e Michael Kors.

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LAWRENCE STROLL; TOTO WOLFF; FÓRMULA 1;
Lawrence Stroll e Toto Wolff estão na mira de autoridades financeiras britânicas (Foto: Divulgação/Twitter)

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Stroll, que já era dono da Racing Point — que veio a ser o nome posterior ao da Force India, adquirida junto a Vijay Mallya —, renegociou os termos do contrato de janeiro com a Aston Martin e ampliou, em abril, a participação acionária na empresa para 25%. Desta forma, obteve o controle da marca, o que lhe permitiu rebatizar a sua Racing Point como Aston Martin e colocou a icônica montadora britânica de volta ao grid da F1 em 2021, tendo a Mercedes como grande parceira.

Personalidades muito próximas dentro e fora da Fórmula 1, Wolff e Lawrence Stroll estreitaram ainda mais os laços graças a um investimento por parte do austríaco. Toto anunciou o investimento com a compra de ações da Aston Martin, em abril do ano passado, uma participação na marca britânica, estimada em 0,95%, negociação que foi inclusive noticiada até mesmo pelo site oficial da F1.

“É um investimento financeiro, e a parceria e os papéis executivos de Toto com a Mercedes não são afetados pela transação”, assegurou à época o porta-voz do dirigente da equipe que comanda a F1 desde 2014.

Em outubro do ano passado, a Mercedes anunciou o aumento gradual da sua participação como acionista da Aston Martin para um máximo de 20% em troca de uma parceria tecnológica. Meses antes, em maio, a marca britânica nomeou Tobias Mœrs como seu novo CEO. Antes da contratação, Tobias era chefe da AMG, divisão de carros de alta performance da Mercedes.

Os anúncios oficiais por parte da Mercedes catapultaram as ações da Aston Martin. Segundo informa a publicação, a alta entre abril de 2020 até hoje é de 60%. Também de acordo com o jornal canadense, há algumas questões relevantes sobre o assunto. “Toto Wolff sabia, no momento de adquirir uma participação, que o chefe da AMG estava prestes a ser contratado pela Aston Martin? Wolff sabia que a Mercedes planejava um novo investimento na empresa?”.

As indagações foram endereçadas pelo Le Journal de Montréal à Mercedes. Via assessoria de imprensa, a equipe heptacampeã mundial de Fórmula 1 negou o uso de informações privilegiadas e também disse desconhecer que exista alguma auditoria em andamento por parte de autoridades financeiras do Reino Unido.

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