Verstappen joga toalha até para próxima temporada e prevê “mais opções em 2022”

Irritado desde que sofreu novos problemas no motor e abandonou o GP da Toscana, Max Verstappen adotou um discurso realista e disse não acreditar em nada diferente antes da revolução planejada pela Fórmula 1

Max Verstappen mal teve a chance de correr em Mugello. No último domingo (13), o piloto da Red Bull foi envolvido em um acidente na primeira volta do GP da Toscana e parou na caixa de brita do circuito. A excursão do holandês pela Itália foi muito difícil, com abandonos tanto em Monza quanto em Mugello. A ponto de, na terceira colocação do Mundial de Pilotos e com 80 pontos de desvantagem para o líder Lewis Hamilton, Max se irritar tanto e se ver sem chances de lutar pelo título nem no ano que vem.

“Espero que no ano que vem estejamos mais perto da Mercedes. Não acho que vamos ser capazes de vencer. Em razão da covid-19, não podemos fazer nenhuma mudança no carro do ano que vem, de modo que espero que tenhamos mais opções com a mudança em 2022”, explicou o dono do carro #33 em entrevista à emissora holandesa Ziggo Sport.

“Mas se estamos tão longe, nada vai acontecer. Queremos vencer cada fim de semana, mas este Mundial já era”, decretou.

Max Verstappen diz que só vai ter chances de título em 2022 (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

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Segundo o jornal holandês De Telegraaf, Verstappen tem uma cláusula no seu contrato que permite uma eventual saída da Red Bull se, após a temporada 2021, a equipe não der ao piloto um carro capaz de lutar pelo título. O vínculo de Max com a equipe taurina tem duração até 2023.

Em Mugello, Verstappen teve um problema no motor, algo que foi apresentado na volta de saída dos boxes pouco antes da largada. Max culpou justamente a falha na unidade motriz da Honda pelo problema que resultou em novo abandono. Ao fim da sua curtíssima participação no GP da Toscana, o piloto da Red Bull disparou e disse que o domingo foi um “show de merda”.

“Tive uma boa largada e passei por Lewis. Tive uma largada melhor que a de Valtteri, mas assim que perdi o equilíbrio, o motor apresentou um problema parecido ao que tivemos em Monza. Não tínhamos potência, e aí entrei numa situação em que fiquei no meio do pelotão. Então, é fácil se envolver no meio de um acidente. Nem sei o que aconteceu”, disparou.

“Nós nem deveríamos estar nessa posição. É muito frustrante termos outro abandono. Mas faz parte. Não estou feliz no momento, mas não posso mudar isso”, complementou um resignado Verstappen.

Os dois finais de semana seguidos com problemas no motor fizeram a Red Bull ligar o sinal de alerta e começar a pressionar a Honda. Sabe-se que a fábrica japonesa vai definir sua permanência ou não na Fórmula 1 além de 2020 até o começo de outubro deste ano.

“Estamos atentos porque nós temos de dar a ele [Verstappen] um motor competitivo”, afirmou Helmut Marko, consultor da Red Bull.

“A Honda evoluiu, mas a Mercedes ainda é superior quanto às baterias. Devemos melhorar e, para isso, a Honda trocou alguns engenheiros, de modo que talvez seja esta a razão pela qual estão começando a ter dificuldades inesperadas”, complementou o ex-piloto e dirigente austríaco.

A próxima etapa da temporada 2020 do Mundial de Fórmula 1 vai ser disputada entre os dias 25 e 27 de setembro no Parque Olímpico de Sóchi, palco do GP da Rússia, décima etapa do campeonato.

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