Wolff, Horner, Binotto e grande elenco: o ranking dos chefes de equipe da F1 2019

No período de férias da Fórmula 1, o GRANDE PRÊMIO analisou o trabalho dos chefes de equipes da Fórmula 1 em 2019. Alguns decepcionam pelo que pouco entregam com muito orçamento, e outros são uma grata surpresa, além de um nome nada chocante no topo

As férias da Fórmula 1 funcionam como um bom momento para analisar diversos aspectos do grid, como o desempenho dos pilotos, dos carros e entender quais as perspectivas que o campeonato terá nas próximas nove corridas, e também é um bom momento para detalhar o que cada chefe de equipe fez de certo e errado nas 12 primeiras etapas.
 
Alguns nomes decepcionam bastante pelo investimento e expectativa que as equipes trouxeram, outros são alguns nomes exemplares para o resto do paddock. Portanto, o GRANDE PRÊMIO traz o ‘Power Ranking’ dos chefes da Fórmula 1.

10. Claire Williams

Claire Williams (Foto: SpeedWeek/Twitter)
Uma das equipes mais tradicionais da história da Fórmula 1 amarga o pior momento de sua história, e é difícil de isentar Claire Williams de culpa aqui. As diversas batidas de cabeça com membros da família e outros importantes peças do time causou um trabalho péssimo na Williams, resultando no que vemos hoje: 12 corridas, 1 ponto e nenhum avanço para o Q2.
 
Por mais que vários nomes na lista mereçam diversas críticas, ninguém faz um trabalho pior que Claire Williams na Fórmula 1, e o time de Grove não tem perspectiva alguma de uma melhora no futuro, já que não aceita sua mediocridade e segue se vendendo por dinheiro, e a tendência é que isso continue em 2020 com a possível chegada de Nicholas Latifi no lugar de Robert Kubica.

9. Cyril Abiteboul

Daniel Ricciardo e Cyril Abiteboul (Foto: Renault)
A Renault prometia em 2019. Quarta força no ano passado, o time deu um belíssimo golpe na Red Bull e em outros interessados do grid ao assinar com Daniel Ricciardo, que discutivelmente é um dos cinco melhores pilotos da Fórmula 1, mas o time não avança e muito disso passa nas mãos de Cyril Abiteboul.
 
Os altos investimentos não se transformaram em resultados e muito menos em aproximação do trio de ferro. Abiteboul parece cada vez mais irritado e sem respostas para o que acontece com o time, além de esquentar a relação com Nico Hülkenberg, que definitivamente parece estar de saída da equipe francesa ao final da temporada.
 
Com muito dinheiro e pouco trabalho relevante de Abiteboul, a Renault dá passos para se tornar uma nova Toyota.

8. Guenther Steiner

Guenther Steiner (Foto: AFP)
Outro time que perdeu o caminho da evolução foi a Haas. Na primeira tarde da temporada, deu para ver um carro sem ritmo de corrida, com uma dupla completamente errática e um chefe de equipe incapaz de resolver e entender os problemas que o VF19 passa.
 
Para piorar a situação, Steiner não parece tão disposto a resolver a situação quando se preocupa mais em detonar publicamente a Pirelli e seus pilotos. E a insatisfação com a dupla não o fez tomar uma atitude a respeito, estranhamente depositando confiança em Romain Grosjean e Kevin Magnussen. Enfim, a Haas amarga o nono lugar entre os construtores e não deve subir tão cedo.

7. Mattia Binotto

Mattia Binotto (Foto: Ferrari)
Outra grande decepção da temporada. Por conta do longo relacionamento na Ferrari, era esperado que Binotto se encaixasse como a peça perfeita para levar o time de volta aos títulos. O que aconteceu? O time se viu perdido nos problemas e não fez cócegas na Mercedes, vencendo zero corridas entre as 12 primeiras.
 
As declarações recentes sobre ter os dados dos pneus da Pirelli provam bastante o despreparo de Binotto para assumir um cargo tão grande, e não acho difícil que ele rode em um futuro não muito próximo.

6. Otmar Szafnauer

O chefe de equipe da Racing Point não se destaca, mas ganha esta posição na lista porque os outros conseguiram decepcionar bastante, e a esperança no novo time era bem baixa.
 
A realidade é que a Racing Point não lembra em nada o trabalho promissor da Force India, que acabou despedaçado pelos problemas judiciais. Um piloto pagante não consegue extrair o que o carro pode, enquanto o veterano faz uma de suas piores temporadas recentes. Perspectiva de mudança e ambições? Nenhuma por enquanto.

5. Franz Tost

Após uma sequência de temporadas inconstantes, a Toro Rosso se firmou muito bem em 2019, especialmente com o acerto na dupla de pilotos. Tost acertou ao trazer Daniil Kvyat de volta. O ano fora parece ter feito bem ao russo, que agora corre sem tanta pressão e com menos holofotes, premiado com o pódio na Alemanha.
 
Resgatar Alexander Albon também foi um acerto, e um dos grandes, já que o piloto conseguiu cavar sua vaga na Red Bull para o restante da temporada [mais por culpa de Pierre Gasly do que destaque dele, mas enfim]. Resta saber se a vinda de Gasly manterá o equilíbrio que o time tem em 2019.

4. Frédéric Vasseur

Vasseur com Giovinazzi e Räikkönen (Foto: Reprodução)
Ex-Renault, Vasseur faz grande trabalho desde 2017, quando tirou a Sauber do poço e tornou a equipe competitiva. Agora como Alfa Romeo, o time impressiona bastante com a presença do campeão mundial Kimi Räikkönen, que tira todo o potencial do carro e mais um pouco.
 
O destaque negativo fica para Antonio Giovinazzi, que somou tantos pontos quanto a Williams no ano, mas Vasseur faz um grande trabalho de blindagem ao italiano, mesmo que ele não fique em 2020. É algo que outras equipes poderiam optar para evitar maiores desgastes, como na Haas.

3. Christian Horner

Christian Horner e Toyoharu Tanabe (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
O chefe de equipe mais longínquo do paddock merece bastante destaque em 2019. Horner confiou muito na aposta com a Honda, deu a confiança que o time precisava e eis o resultado: duas vitórias com Max Verstappen, além de uma pole-position. A Red Bull consegue superar a Ferrari, o xodó da pré-temporada, na primeira metade do campeonato.
 
Horner só não ganha mais destaque aqui por conta do péssimo tratamento dado para Pierre Gasly. Bem, o francês não ajudou, mas convenhamos que o ambiente aprontado era péssimo, o que rendeu na troca de pilotos no meio da temporada, a única da Fórmula 1 até aqui.

2. Andreas Seidl

Andreas Seidl, novo diretor-geral da McLaren (Foto: Reprodução/Twitter)
A McLaren é o grande destaque do pelotão intermediário em 2019, e muito disso passa nas mãos de Andreas Seidl. Ex-chefe de BMW no DTM e Porsche no WEC, Seidl manteve a calma, reforçou muito bem a jovem dupla formada por Carlos Sainz e Lando Norris, soube aproveitar os recursos do time e formou a melhor equipe disparada da F1 B. Era outro forte candidato ao posto de primeiro na lista.

1. Toto Wolff

Lewis Hamilton festeja vitória em Mônaco com toto Wolff (Foto: Mercedes)
Toto Wolff é o melhor chefe de equipe de 2019. Ele superou as interrogações colocadas no começo do ano após o forte desempenho da Ferrari na pré-temporada e liderou o time para um dos melhores começos de campeonato da história. É um líder que incentiva toda a equipe a trabalhar em um carro praticamente perfeito e difícil de ser batido.
 
O tratamento de Wolff com os pilotos também é algo ótimo. Ele é quem segura o dominó do mercado da Fórmula 1 para 2020 e não dá pista nenhuma se vai renovar com Valtteri Bottas ou recrutar Esteban Ocon. Merece reconhecimento pelo trabalho, e não só de hoje, mas por liderar o time mais dominante da história.
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