Wolff revela que foi procurado por Liberty para ser chefão da F1, mas Ferrari vetou

A Ferrari vetou qualquer possibilidade de ter Toto Wolff como o responsável por dar as cartas na Fórmula 1. Foi o que contou o próprio chefe da Mercedes

A Fórmula 1 tem um novo chefão: Stefano Domenicali assume a presidência a partir de janeiro de 2021, quando Chase Carey deixa o cargo. Toto Wolff, entretanto, revelou que foi procurado pelos donos da F1 em certo momento, mas que as discussões não foram adiante por um motivo específico: a Ferrari vetou.

Diretor-executivo e chefe da Mercedes, Wolff disse que chegou a contemplar a ideia, mas por pouco tempo. A Ferrari, que tem poder de veto na Fórmula 1, direito adquirido pela relação umbilical com o Mundial, prometeu impedir. Domenicali, o escolhido, foi chefe da equipe italiana entre 2008 e 2014.

“Eu estava numa posição difícil, porque o Liberty me fez pensar sobre o assunto. Mas percebi que amo o cronômetro e a competição. Se você está neste tipo de papel [de diretor-executivo], é obviamente algo completamente diferente”, disse em entrevista à rede de TV inglesa Sky Sports.

“Mas todas essas análises nem faziam muito sentido, porque a Ferrari fez uma afirmação séria, disse que ‘vetaríamos isso’. Por isso que essas discussões terminaram logo no começo”, contou.

Entretanto, segundo ele, o trabalho junto à Mercedes já é algo com que sonha.

“Eles podem ter essa posição, é um direito deles. Dito isso, estou muito feliz no meu papel. Não sonho com nada mais. Tenho uma relação de sonhos com a Mercedes e o pessoal daqui. Sinto que podemos alcançar mais coisas juntos e desenvolver algo que é maior que uma equipe de F1, mas sem jamais esquecer a prioridade”, encerrou.

Apesar dos elogios à Mercedes, não é segredo algum que o paddock da F1 discute o desejo de Wolff deixar o cargo de chefe de equipe e permanecer em outro papel, com menos viagens.

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