F2

Poucos acidentes, mas largadas ruins: Sette Câmara avalia pontos fortes e fracos

Sérgio Sette Câmara chega ao fim da primeira metade da temporada da Fórmula 2 com noção mais clara de pontos fortes e fracos. O brasileiro está satisfeito com a regularidade, consequência dos poucos acidentes, mas quer largar melhor

Grande Prêmio / Redação GP, de Porto Alegre
Sérgio Sette Câmara chegou ao fim da primeira metade da temporada 2019 da Fórmula 2. Com uma vitória e o terceiro lugar na classificação, o brasileiro tem motivos para ficar feliz com o que passou – mas com aspectos para focar e melhorar. Avaliando seus próprios pontos fortes e fracos, Sette Câmara definiu que precisa aprender a largar melhor para maximizar os resultados de alguém que não se envolve em muitos acidentes.
 
“Acho que o principal é a largada”, disse Sette Câmara, falando de fraquezas ao ‘The Road to F1’, podcast da F2. “Eu normalmente perco posições na largada e nesse campeonato você precisa largar bem. Você vê tantos caras levando a vitória simplesmente porque largam bem. Foi assim que eu consegui minha vitória em Spa [em 2017], na verdade. Eu tive uma largada excelente e cheguei na curva 1 com 20 metros de vantagem e aí é melhor, porque você fica com ar limpo e faz sua própria corrida”, comentou.
 
“É isso que você vê nas corridas de domingo. Aparece um cara em primeiro e você acha que ele não vai se manter, mas ele simplesmente consegue. Todos os outros estão com uma turbulência horrível, ninguém consegue ultrapassar porque todo mundo está com DRS aberto. Isso também acontece na corrida de sábado, porque não é fácil se recuperar se um cara te supera em um pit”, destacou.
Sérgio Sette Câmara (Foto: FIA Fórmula 2)
Em contrapartida, Sette Câmara sabe cuidar bem do equipamento. O único abandono veio na corrida 1 em Baku, quando o brasileiro foi atingido por Luca Ghiotto, indo de encontro com a barreira de proteção.
 
“Eu não bato muito, como um todo. Muitos pilotos fazem isso e é algo que não ajuda na consistência. Esse ano só bati uma vez e não foi culpa minha, durante o safety-car em Baku. Lá é meio louco, mas não esperava bater no safety-car. Acho que isso [não bater] ajuda porque você precisa de regularidade. Se você se coloca em terceiro, quarto ou quinto, você se coloca em posição de se beneficiar de coisas. Só que não é isso que eu quero, estou focado nas vitórias”, destacou.
 
Sette Câmara está distante da luta pelo título da F2 em 2019. São 55 pontos de déficit para Nyck de Vries, que ganha ares de favorito. Só que isso não é a única coisa que importa: terminando no top-3, o brasileiro garante automaticamente uma superlicença, chave para guiar na F1.
 
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