Retrospectiva 2021: Brasileiros têm ano com poucas alegrias e muitas decepções na F2

O ano dos brasileiros na F2 não foi dos melhores. Apesar de quatro nomes ao longo da temporada, apenas alguns poucos momentos merecem destaques, enquanto os pontos baixos ocupam a maior parte das lembranças dos espectadores

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A Fórmula 2 teve quatro pilotos brasileiros no grid em 2021, mas nem por isso temos motivos para comemorações. Com raras exceções, a decepção marcou a passagem do quarteto pela categoria na temporada e fica a sensação de que foi um ano perdido para todos.

Felipe Drugovich e Guilheme Samaia fizeram temporadas completas, enquanto Gianluca Petecof e Enzo Fittipaldi competiram apenas em algumas corridas. Alguns poucos pódios, mas zero conquistas. Pouco para o Brasil que, outrora, brigava por vitórias e até títulos na categoria.

Começando por aqueles que fizeram uma breve aparição, vamos falar de Petecof. Após o título da F-Regional Europeia, surpreendeu ao anunciar que estaria a caminho da F2. Parecia um salto maior que a perna e, no fim, acabou sendo mesmo. Correndo pela modesta Campos, só acelerou no Bahrein e em Mônaco, com resultados ruins e algumas batidas que geraram prejuízo.

GIANLUCA PETECOF; FÓRMULA 2
Gianluca Petecof trabalha para voltar às pistas em 2022 (Foto: Dutch Photo Agency/Campos)

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Em Baku, já tinha sido substituído e ficou fora do grid pelo resto do ano. A justificativa foi a mesma que assola diversos pilotos emergentes há anos: falta de dinheiro e patrocinadores. Sem espaço, tirou um período sabático e voltou a correr só na parte final da FRECA.

Enzo Fittipaldi também fez só parte da temporada, mas em caminho inverso, entrando no grid. Depois de algumas boas apresentações e até pódio na Fórmula 3, foi promovido para correr a parte final do ano na Charouz. Apesar de sofrer com nova categoria e o carro fraco, conseguiu pontuar na Arábia Saudita.

Mas tudo tem um ponto de virada e, nesse caso, infelizmente também foi negativo. Na largada para a terceira corrida em Jedá, o brasileiro não conseguiu desviar do carro de Théo Pourchaire que ficou parado no grid. O resultado foi um grave acidente, que o deixou com fratura no tornozelo direito e ausente da etapa em Abu Dhabi.

Felipe Drugovich foi uma das decepções do ano na F2 (Foto: Sebastiaan Rozendaal/Dutch Photo Agency)

Guilherme Samaia fez o ano completo, mas terminou zerado. Em nova equipe, na Charouz, não conseguiu evoluir muito em relação ao ano anterior e continuou sendo presença constante nas posições finais do grid. Seus melhores resultados foram dois 11º lugares ainda no Bahrein, a primeira rodada tripla do campeonato.

Outro piloto que não teve um grande ano, mas conseguiu pontuar, foi Felipe Drugovich. Cercado de expectativas após um bom ano com a MP Motorsport, foi para a UNI-Virtuosi, uma das mais fortes equipes do grid. Ao lado do companheiro Guanyu Zhou, era esperado que brigasse por vitórias e até pelo título, mas só o chinês correspondeu nesse sentido.

Muitos erros foram deixando Drugovich pelo caminho. Punições, toques, batidas e algumas afobações colocaram um gosto amergo na boca do brasileiro. No fim, fez quatro pódios — dois em Mônaco e dois em Abu Dhabi — foram os grandes destaques de um ano errático. O ponto baixo, por outro lado, foi o acidente na volta de formação em Sóchi, abandonando antes mesmo da bandeira verde.

Drugovich, porém, já se garantiu no grid para 2022, retornando para a MP. Os outros seguem em busca de um espaço e, depois de um ano tão complicado, é difícil vê-los em posição de destaque na categoria no próximo ano. O automobilismo brasileiro vai seguir com mais expectativas do que resultados reais.

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