Com carros seguros, Pietro Fittipaldi aponta “falta de respeito” como causa de acidentes na F3 Europeia

Pietro Fittipaldi se manteve livre dos acidentes mais controversos da F3 Europeia nesta temporada e compartilha da opinião de que a falta de respeito entre os pilotos causaram os lances

Respeito é bom e todo mundo gosta, diz o ditado. E tem faltado um pouco disso nos muitos acidentes vistos nas corridas da F3 Europeia em 2015. A opinião é de Pietro Fittipaldi, que faz neste ano sua temporada de estreia na categoria.
 
O tema ganhou as manchetes após a corrida de Monza, em que a direção de prova paralisou a terceira prova da rodada tripla devido ao que julgou ser um “baixo nível de pilotagem”.
Foram diversos acidentes naquele fim de semana. O mais forte envolveu Lance Stroll e Antonio Giovinazzi, com o primeiro deles decolando em direção à barreira de proteção. Felizmente, ele escapou ileso.
 
Fittipaldi estava logo atrás e viu o lance de camarote. Tanto neste, como em outros acidentes, ele pensa que a agressividade dos adversários foi determinante. Ainda, o fato de que houve uma capotagem que assustou, e que isso se repetiu no fim de semana seguinte, contribuiu para que mais alarde fosse feito, avaliou.
 

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“A F3 é o campeonato de base de monopostos mais competitivo do mundo. Acidente sempre vai acontecer. Só que aconteceram alguns em que dois, três carros capotaram. Lógico, Monza é uma pista muito rápida, e na reta você vai bloqueando, mas como alguns capotaram, virou um negócio enorme”, falou ao GRANDE PRÊMIO.
 
“Faltou um pouco de respeito dos pilotos, porque, como os carros são tão seguros, não se pensa tanto no risco”, comentou. “Mas eu acho que o nível dos pilotos é bom, e em Norisring e Spa já melhorou um pouco.” 
 
No controverso fim de semana em Monza, Fittipaldi teve resultados discretos, mas passou despercebido por todas as confusões. "Como piloto, dá para ver algumas situações em que você sabe que não vai acabar bem, e aí é usar a cabeça”, afirmou. Ele correu na Itália com uma proteção de gesso no braço devido a uma fratura sofrida na mão na classificação da etapa de Pau.

Seu avô, Emerson, bicampeão da F1, estava naquela corrida já havia batido na mesma tecla do respeito na categoria: "Eles precisam aprender a se respeitar".

Sergio Sette Câmara na disputa da F3 Europeia em Spa (Foto: F3 Europeia)
O outro brasileiro da categoria, o mineiro Sérgio Sette Câmara, acredita que a situação saiu um pouco de controle porque poucas punições foram dadas nas primeiras etapas. Então, na chegada a Monza, uma pista de alta velocidade, o ápice foi atingido.
 
“Por uma série de motivos, muitos acidentes estão acontecendo. Inexperiência de muitos pilotos, quantidade de carros, nível do campeonato… Mas, na minha opinião, isso poderia ter sido evitado desde o início se os comissários aplicassem as punições, mas não fizeram nada”, declarou ao GP.
 
“Quando chegamos em pistas de alta velocidade e com muitos pontos de ultrapassagem, esses acidentes assustadores começaram a acontecer. Tenho que admitir também que, desde Spa, estão sendo muito mais duros e a tendência é que as corridas sejam mais duras daqui em diante”, completou.
 
Na etapa de Spa, outro susto aconteceu quando o norte-americano filho de brasileiros Gustavo Menezes se acidentou antes da curva Les Combes. Ele contou depois que pôde sentir o capacete arrastando no chão. Brandon Maisano, considerado culpado, perdeu três posições no grid de largada da bateria seguinte.
 

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No mesmo fim de semana, Stroll foi suspenso de uma corrida por provocar um acidente com Mikkel Jensen e Felix Rosenqvist.
 
Já na última etapa, em Norisring, um outro toque resultou em capotagem, mas menos grave: Matt Solomon atingiu Michele Beretta e fez rolar o carro do adversário.
 
Na pontuação, Fittipaldi e Câmara estão em 18º e 19º, respectivamente, com 16 e 15 pontos. Os pontos de Câmara foram conquistados com um pódio em Spa-Francorchamps. A próxima etapa acontece neste fim de semana em Zandvoort.

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