“R$ 300 milhões e 3 mil empregos”: o que São Paulo promete para estreia da Fórmula E

Prefeito Ricardo Nunes aproveitou evento da Fórmula E para anunciar frota de ônibus elétricos na capital paulista e dar alguns números do que a cidade espera com a corrida

FÓRMULA E 2023 – eP CIDADE DO CABO | 5ª etapa | Corrida

A Fórmula E já desembarcou em São Paulo. Ainda vai demorar algumas semanas até que pilotos e equipes estejam em solo paulistano, mas a organização já preparar a corrida marcada para o próximo dia 25 de março, que marca a estreia da categoria no Brasil após nove anos. Nesta terça-feira (7), a Fórmula E realizou o lançamento oficial do eP de São Paulo, em cerimônia no Complexo do Anhembi, onde também esteve o prefeito Ricardo Nunes, que deu detalhes sobre o que o poder público espera com o evento.

O Carnaval ficou oficialmente para trás e, com isso, o sambódromo do Anhembi já começou a ser transformado na pista que receberá a Fórmula E. As obras de adequação tanto da casa do samba paulista quanto das avenidas e ruas no entorno fazem o local tomar cara de circuito aos poucos. No evento de lançamento, onde o GRANDE PRÊMIO esteve presente, Nunes era um dos principais nomes junto de Alvaro Buenaventura, diretor da Fórmula E na América Latina, e os pilotos brasileiros Lucas Di Grassi e Sérgio Sette Câmara.

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A comitiva do prefeito chegou ao evento no Anhembi de ônibus elétrico, um modelo que fará parte da mobilidade urbana da cidade e fará gratuitamente o traslado do público entre o Terminal Rodoviário e Metroviário do Tietê e o Anhembi durante o dia da corrida.

Aproveitando a categoria elétrica na cidade, Nunes reforçou o compromisso de que 20% da frota de ônibus do sistema de transporte da cidade será elétrica até o final de 2024. Garantiu, ainda, que, até o fim de 2023, 600 modelos como estes substituirão ônibus movidos a diesel que atualmente fazem parte da frota de transporte pública da cidade.

De acordo com o prefeito, ainda, a Fórmula E em São Paulo vai movimentar a economia em R$ 300 milhões, além de gerar 3 mil empregos formais, destacando o incremento na rede hoteleira e gastronômica da cidade. O acordo entre São Paulo e Fórmula E tem duração de cinco anos com opção de renovação por mais cinco.

“Para este início, a prefeitura vai investir R$ 38 milhões, e este valor vai reduzindo gradualmente para os cinco anos de contrato, com a estimativa de reduzir para R$ 22 milhões no ano que vem. Além do retorno de R$ 300 milhões, a Fórmula E reforça a veia de receber grandes eventos da cidade de São Paulo”, declarou o prefeito.

O Anhembi já tem cara de pista de corrida (Foto Daniel Balsa/GRANDE PRÊMIO)

As reformas na pista de São Paulo

Lucas Di Grassi revelou que o traçado não terá nenhuma chicane na parte do sambódromo, com isso, a reta de chegada será a maior da temporada 2023 da Fórmula E.

O GRANDE PRÊMIO teve acesso à pista e pode perceber obras avançadas no entorno do sambódromo, sobretudo na Avenida Olavo Fontoura, mas que a reta dos boxes ainda apresentava o piso utilizado nos desfiles das escolas de samba, que ficou muito escorregadio após a breve chuva que caiu sobre São Paulo.

O GP ouviu Guilherme Birello, responsável da Fórmula E pelas questões da pista, que disse que, apesar disso, a reta não representará problemas para a corrida.

“Nós vamos aplicar uma tinta antiaderente, que é padrão FIA, que já se utiliza em outras etapas da Fórmula E e em áreas de escape em outros autódromos”, declarou.

Birello também explicou que toda a pista foi pensada para gerar o menor impacto possível no local e realizar poucas mudanças estruturais.

“Não vamos utilizar a Marginal, diferente do que foi com a Indy, para não causar um impacto na cidade. A Fórmula E tem como premissa impactar da menor forma possível a cidade que lhe recebe. Outra coisa que nós atentamos aqui é montar uma pista que pudesse ter uma estrutura de entrada e saída de boxes. Hoje não é tão usual na categoria, mas vai ser no futuro, então estamos pensando nisso”, destacou Birello.

A montagem da pista da Fórmula E no Anhembi (Foto Daniel Balsa/GRANDE PRÊMIO)

Por mais e mais anos

Alvaro Buenaventura, diretor da América Latina da Fórmula E, destacou a chegada da categoria em São Paulo e já fala em seguir na cidade por mais anos além do contrato atual – que vai até 2027.

“Finalmente, chegamos em São Paulo. Fizemos a tempestade perfeita com a prefeitura, os pilotos e a Fórmula E. Temos um contrato de cinco anos, mas, oxalá, vamos para mais cinco”, finalizou.

O GRANDE PRÊMIO é detentor dos direitos de transmissão da Fórmula E e, desta maneira, transmite todas as atividades de pista do eP de São Paulo e todas as outras etapas do calendário, como já fez no eP da Cidade do Cabo.

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