Da Costa admite falta de explicação para “novo ponto baixo” na carreira: “Nem sei quem sou”

António Félix da Costa não apresentou competitividade até agora na Fórmula E 2024 e admitiu que vive um dos piores momentos da carreira. Em desabafo forte, o português disse que não sabe o que fazer para retomar os bons dias na categoria

Depois de admitir que se encontra em um dos piores momentos da carreira, António Félix da Costa fez mais um forte desabafo após uma experiência “desastrosa” no eP de Diriyah do último fim de semana. Mais uma vez, o português não conseguiu competir na Fórmula E e passou muito longe de conquistar pontos — e, em sua visão, o mais preocupante é não saber explicar os motivos para tanta falta de performance na pista.

“Não sei quem sou quando não sou rápido. Nunca estive nessa posição antes”, lamentou Da Costa ao portal inglês The Race. “Serei honesto, é isso que me preocupa no momento: não sei o que está acontecendo de errado. Tive momentos difíceis na minha vida antes, mas sempre tive uma explicação para eles”, explicou.

“Mas, nesse fim de semana, sinto que é um novo ponto baixo para mim”, desabafou. “É um momento difícil, e não consigo realmente explicar o porquê”, frisou.

Cerca de um ano depois da introdução dos carros Gen3, Da Costa ainda não conseguiu se adaptar à pilotagem do monoposto e disse que sofre de maneiras diferentes nas mesmas curvas. Sem conseguir encontrar uma solução para tantos problemas, o português admitiu que vive um momento bastante difícil mentalmente.

Da Costa classificou Diriyah como um “desastre” (Foto: Fórmula E)

“Em uma curva, sinto um subesterço gigante. Na volta seguinte, na mesma curva, tenho um sobresterço enorme. Não consigo manter um ritmo, não consigo criar confiança. Vou precisar de ajuda de todos nessa garagem para encontrar a luz no fim do túnel”, disse.

“Estou aberto a críticas sobre minha pilotagem e minhas habilidades, mas acho que não estamos tão mal assim, honestamente. Foi uma semana complicada. As coisas não foram bem no México, e Pascal [Wehrlein] venceu. Mas consigo explicar o que houve no México. Em Diriyah, não”, reconheceu.

16º colocado na corrida 1 e 14º na corrida 2, Da Costa chegou a largar em último na prova que fechou o fim de semana e ressaltou que não deveria estar ocupando as posições mais baixas do grid neste momento. O português ressaltou que não tem conseguido competir nem com pilotos de equipes piores, como Mahindra e ERT, o que deixa ainda mais claro o momento difícil que tem vivido.

O português faz seu segundo ano pela Porsche em 2024 (Foto: Fórmula E)

“Teremos algumas semanas para rever as coisas, o que é bom. Mas, agora, o que vivemos neste fim de semana é algo difícil de explicar. No ano passado, eu talvez não fosse tão bem também com esses pneus e esse carro, mas estamos falando de um oitavo, nono, décimo lugar”, pontuou.

“Nas últimas três sessões em Diriyah, fiquei em último. Último no grid! Tenho um carro melhor do que a ERT, do que as Mahindra, sei disso. Preciso ser melhor do que esses caras, mas não consigo. Eles são bons pilotos, mas… É um momento difícil”, repetiu.

Com cerca de seis semanas até a próxima etapa da categoria, no eP de São Paulo, Da Costa foi questionado se a pausa entre as duas rodadas seria algo positivo ou negativo. Segundo ele, o lado bom é ter tempo para trabalhar nas deficiências, mas passar um mês sem correr depois de uma experiência tão amarga é algo que vai cobrar seu preço mentalmente.

Da Costa ainda não conseguiu somar pontos na temporada de 2024 (Foto: Fórmula E)

“Honestamente, sim e não”, afirmou. “Acho que não deveríamos voltar a correr na próxima semana, porque não teríamos tempo suficiente para entender [o que deu errado]. Mas ficar um mês [sem correr] depois de um desastre como esse será duro mentalmente”, admitiu.

Por fim, o piloto disse que “nem sabe qual António precisa ou pode ser”. Completamente perdido em relação à queda brusca de desempenho, Da Costa espera receber apoio da Porsche para tentar dar a volta por cima.

“Não sei como falar com as pessoas, como abordar meus patrocinadores, não sei como me comportar na equipe. Nunca estive nessa posição antes. Então, sim, tenho algum trabalho mental a fazer, técnico também. E preciso que esse time me abrace — e acho que vai. Tenho certeza de que irão, mas será um longo mês pela frente”, finalizou.

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