Da Costa diz que Frijns “admite culpa” em toque e critica Fórmula E: “Decisão estranha”

António Félix da Costa quase bateu no muro ao ser atingido por Robin Frijns na penúltima volta do eP de Berlim, mas comissários não puniram o neerlandês e causaram revolta no piloto da DS Techeetah

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Uma cena bastante perigosa chamou atenção no final da corrida 2 do eP de Berlim, oitava etapa da temporada 2021/2022 da Fórmula E. Já na penúltima volta, próximo à entrada da curva seis, António Félix da Costa foi tocado na traseira do carro por Robin Frijns — que lutava para ultrapassar o português e tomar a quinta posição — e foi diretamente no muro de proteção, escapando por pouco de um acidente em alta velocidade.

Ainda assim, Frijns não recebeu nenhum tipo de punição pelo incidente e manteve a posição, o que deixou Da Costa furioso. O português expôs seu descontentamento com os comissários que decidiram não intervir e deixou até mesmo uma ameaça no ar.

“Eu fui ver os comissários e eles simplesmente decidiram não punir [Frijns], o que para mim foi muito estranho”, afirmou Da Costa em entrevista ao site inglês The Race. “Se está tudo bem em acertar alguém no meio da reta, vamos começar a ver alguns tipos diferentes de contato daqui para frente”, adiantou.

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Da Costa ainda argumentou que o próprio piloto da Envision reconheceu que havia cometido um erro, mas a direção de prova foi no sentido contrário e escolheu não punir o neerlandês pelo toque. Novamente, o português ressaltou toda sua decepção com a falta de ação dos comissários.

“Estou desapontado”, admitiu. “Eu disse a eles que estava. Mas é assim que são as coisas. Robin [Frijns] foi o primeiro a sair do carro para me pedir desculpas umas dez vezes. Ele admite que foi culpado, mas eles não veem isso, então fiquei desapontado”, lamentou.

Do outro lado da situação, Frijns descartou qualquer tipo de intenção de atingir o rival, mas admitiu que foi se desculpar com o piloto da DS Techeetah após a corrida. Na opinião do neerlandês, os dois se moveram ao mesmo tempo, o que impossibilitou que Robin mudasse a direção do carro para não atingir a traseira de Da Costa.

Da Costa conversa com Jake Dennis, da Andretti, antes da corrida em Berlim (Foto: Fórmula E)

“Não houve nada intencional, não haveria. Ele se moveu quando eu também me movi e eu o toquei na traseira, foi realmente muito azar”, reconheceu Frijns. “Assim que saí do carro, me desculpei com ele porque esse não é o jeito que você quer ganhar uma posição. Vamos dizer que os comissários deram sorte hoje, isso é tudo”, concluiu.

Agora, a Fórmula E retorna apenas no próximo mês para a estreia do eP de Jacarta, na Indonésia, que faz sua disputa inaugural na categoria este ano. A corrida — desta vez em jornada única — está marcada para o dia 4 de junho.

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