Após trabalho “perfeito” para mudar trem de força, Nissan foca em desempenho

A Nissan precisou mudar diversas partes do trem de força e até fazer alterações no conceito para a temporada 2019/20, mas a equipe acredita que o trabalho realizado foi impecável e que as dúvidas sobre confiabilidade já acabaram

A Nissan precisou realizar uma importante mudança no trem de força desde a última temporada da Fórmula E para a que começa no próximo mês de novembro. Após os testes coletivos de pré-temporada, na última semana, dá para dizer que o funcionamento é promissor. É a sensação da própria fábrica, ao menos.
 
A mudança foi exigida uma vez que a FIA proibiu os motores duplos que a fabricante japonesa utilizava desde a entrada na categoria – uma exigência feita após amplas discussões e reclamações de outros times durante o campeonato passado. Com o martelo batido somente em junho passado, o time precisou correr contra o tempo.  
 
"Do ponto de vista do trem de força, a coisa mais crítica para nós foi a quantidade de tempo disponível. Diria que o tempo e gerenciar a quilometragem foi o nosso primeiro passo, porque sabíamos que era impossível desenvolver um novo trem de força. Precisávamos pegar os melhores componentes do que tínhamos e remontar, e foi o que fizemos. Eu acho que foi perfeito" afirmou o diretor mundial de esportes da Nissan, Michael Carcamo, ao site inglês 'E-Racing365'.
 
Os meses de testes particulares permitiram que a Nissan fosse a pista para testar as mudanças que ia fazendo. Mesmo assim, porém, não utilizou os 15 dias disponíveis para testar. O motivo é a necessidade de diferentes compromissos nesse período do ano, sobretudo a apresentação dos carros em Yokohama, no Japão, apenas dias depois de testar em Valência, na Espanha. 
A nova pintura da Nissan na Fórmula E (Foto: Reprodução/Twitter)
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"O período de testes ajudou, com certeza, mas em algum momento é difícil juntar tudo isso, porque os carros precisam ser mandados para outros lugares", falou.
 
Durante a pré-temporada, Sébastien Buemi e Oliver Rowland não tiveram grandes problemas e foram uma das duplas com mais voltas na pista – BMW e Dragon foram as que mais andaram. A força do motor do ponto de vista da confiabilidade, de acordo com o chefe François Sicard, está no fato do conceito da Nissan ser consolidado. A mudança, assim, foi realizada nas partes estritamente necessárias.  
 
"Temos um bom conceito da Nissan, então, claro que precisamos de algum ajuste fino, mas honestamente estamos muito felizes com o nível de desenvolvimento que atingimos. Não é uma tarefa fácil, foi realmente desafiado, mas todo mundo da Nissan e da e.dams trabalhou duro para fazer isso acontecer. Até agora funcionou de forma suave, então estamos de verdade pensando no desempenho", disse.
 
"Normalmente, estaríamos focados em encontrar e resolver problemas de confiabilidade, mas parece que isso já ficou para trás, algo que não esperávamos. No momento, estamos otimistas e felizes com a situação", seguiu.
  Sébastien Buemi (Foto: Jérôme Cambier/Michelin)
O supervisor das mudanças foi Vincent Gaillardot, que coordenou a construção do dominante trem de força da Renault entre 2014 e 2017.
 
"Talvez a maior mudança interna da equipe seja, em termos de desempenho, que o foco passou da aceleração para a eficiência pura e simples. Então, onde cada sistema de controle havia sido desenvolvido pensando num atributo, esse atributo agora mudou. É similar aos outros, mas é nisso que colocamos a nossa atenção", finalizou Carcamo. 
 
Nos testes, o melhor momento da Nissan foi Sébastien Buemi vencer a corrida simulada #2. Em termos de tempos de voltas, Buemi fez a sexta mais rápida dos três dias de testes, enquanto Oliver Rowland fez o nono tempo.
 
A temporada 2019/20 da FE começa em Ad Diriyah, na Arábia Saudita, nos dias 22 e 23 de novembro.

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