Da Costa passa Evans no fim do túnel e vence eP de Mônaco da Fórmula E

Mitch Evans parecia ter tudo sob controle, isso até António Félix da Costa mergulhar para uma ultrapassagem na saída do túnel de Mônaco. O português venceu pela primeira vez em 2021

Sette Câmara escapou na última curva, bateu e larga em último nas ruas de Mônaco (Vídeo: Fórmula E)

O eP de Mônaco deste sábado (8) parecia destinado a ser de vitória de Mitch Evans. Afinal, o neozelandês, em questão de poucos segundos, ultrapassou Robin Frijns na reta principal e António Félix Da Costa na Massenet. Só que um safety-car no fim mudou tudo: Da Costa aplicou pressão intensa até, no giro final, conseguir a manobra necessária para vencer.

Evans ficou sem bateria nos metros finais e, assim, ficou exposto. Além de perder a vitória, viu o segundo lugar escapar, com Frijns passando também no apagar das luzes.

Evans também quase perdeu o pódio para Jean-Éric Vergne, que cruzou a linha de chegada em quarto. Maximilian Günther foi quinto, com Oliver Rowland em sexto. Sam Bird foi sétimo, com Nick Cassidy em oitavo. André Lotterer e Alex Lynn fecharam a zona de pontos.

António Félix da Costa conseguiu a vitória na última volta (Foto: Fórmula E)

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A vitória é a primeira de Da Costa em 2021. O português chega aos 46 pontos e, salvo punições pós-corrida, é o quarto no Campeonato de Pilotos. O novo líder é Frijns, com 62.

A corrida voltou a ser frustrante para os brasileiros. Lucas Di Grassi até flertou com os pontos, mas não foi além do 11° lugar, tendo largado em 17°. Sérgio Sette Câmara, largando em último após bater na classificação, foi 16°, tendo como prêmio de consolação superar o companheiro Nico Müller.

Saiba como foi o eP de Mônaco da Fórmula E

A largada correu bem para Da Costa, que não teve problema algum para manter Frijns atrás. O resto do top-5 seguiu igual: Evans, Vergne e Günther. Só que atrás…

Todo mundo ficou ousado demais no hairpin. Eram quase três carros lado e lado no trecho. Não tinha como dar certo: Wehrlein quase decolou ao tocar a traseira de Sims, além de quase trancar o caminho para todo mundo que vinha atrás. O britânico da Mahindra abandonou.

A corrida seguia em frente, sem necessidade de safety-car. Da Costa não conseguia abrir vantagem sobre Frijns. O resto da zona de pontos tinha Evans, Vergne, Günther, Rowland, Cassidy, Lynn, Rast e Buemi.

A pressão de Frijns surtiu efeito já na terceira volta. O holandês ultrapassou Da Costa na Sainte-Dévote. Ainda assim, abrir vantagem era pedir demais: Robin focou em controlar o ritmo e não gastar muita energia. Da Costa, por sua vez, também segurava a onda e ficava mais focado em não abrir caminho para Evans.

Robin Frijns ultrapassa Félix da Costa e assume a liderança em Mônaco (Vídeo: Fórmula E)

O modo ataque virou um fator nas primeiras posições na altura da oitava volta. Günther foi o primeiro do top-5 acionando a potência extra, mas perdendo posição para Rowland. O alemão sofreu para recuperar posição, comprometendo a corrida. Para sorte dele, Vergne tentou ultrapassagem afobada sobre Evans, levando os dois a perder posição.

Da Costa, enquanto isso, tirava carta da manga. O português acionou o modo ataque uma volta antes de Frijns e, com isso, virou líder. É que o holandês, quando fez o acionamento também, já tinha perdido muito tempo.

Frijns, por acionar o modo ataque depois, teria uma volta a mais com potência extra. Foi suficiente: o holandês voltou a ultrapassar Da Costa na reta principal, retomando controle do eP. Ainda assim, a distância entre os dois era na casa dos décimos.

Frijns e Da Costa não pensaram duas vezes antes de acionar novamente o modo ataque, apesar de a corrida estar apenas na metade. Robin segurou a liderança, enquanto António caiu para terceiro, atrás de Vergne. Companheiro de equipe, o francês não jogou duro, mas custou tempo ao português mesmo assim.

Carros arrumaram confusão na primeira volta da corrida (Foto: Reprodução)

Da Costa, entretanto, conseguiu remar voltar a ter contato visual com Frijns. Atrás, Evans usava bem o modo ataque para se consolidar em terceiro. Günther, Vergne, Rowland, Cassidy, Rast, Bird e Lynn também estavam na zona de pontos com 18 minutos de prova restando.

A volta 18 reservou um momento importante da corrida: Da Costa usou o fanboost no túnel e ultrapassou Frijns na chicane. A corrida seguiu piorando para o holandês, que também perdeu posição para Evans, que usava seu último modo ataque. E os plot-twists seguiam: Evans, ainda embalado pela potência extra, fez ultrapassagem cirúrgica na aproximação da Massenet.

Volta 19, e safety-car. Restavam 14 minutos de corrida quando Rast tocou o guard-rail com mais força do que devia, abandonando. Levou algum tempo até o carro ser recuperado, deixando apenas 5 minutos de bandeira verde no fim da prova. Evans conseguiu controlar a relargada, sem dar muita margam para ataque de Da Costa.

Só que a bateria ainda era um fator, e Evans corria o risco de não terminar a corrida. O piloto da Jaguar teve de se arrastar na última volta e abriu caminho para uma ultrapassagem oportunista de Da Costa na saída do túnel. Vitória no colo do português, a primeira de 2021.

Fórmula E 2021, eP de Mônaco, Corrida:

1A.F. DA COSTADS Techeetah26 voltas
2R FRIJNSVirgin Audi+2.848
3M EVANSJaguar+2.872
4J.E. VERGNEDS Techeetah+3.120
5M GÜNTHERBMW+3.270
6O ROWLANDNissan+3.865
7S BIRDJaguar+4.150
8N CASSIDYVirgin Audi+4.752
9A LOTTERERPorsche+5.503
10A LYNNMahindra+5.759
11L DI GRASSIAudi+6.225
12S BUEMINissan+6.567
13E MORTARAVenturi Mercedes+7.097
14N NATOVenturi Mercedes+8.507
15T BLOMQVISTNIO+9.240
16S. SETTE CÂMARADragon Penske+9.499
17J DENNISBMW+9.822
18N MÜLLERDragon Penske+11.450
19O TURVEYNIO+12.067
20N DE VRIESMercedesAbandonou
21S VANDOORNEMercedesAbandonou
22P WEHRLEINPorscheAbandonou
23R RASTAudiAbandonou
24A SIMSMahindraAbandonou

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