Da Costa reage e alcança pole da Fórmula E em Mônaco. Sette Câmara bate

A briga em Mônaco ficou entre António Félix da Costa e Robin Frijns. O português foi apenas 0s012 mais rápido, garantindo a pole-position. Os brasileiros tiveram dificuldades

Ainda se recuperando de grave acidente na Indy em 2018, Robert Wickens testou carro de turismo (Vídeo: Reprodução/IMSA)

A Fórmula E foi para Mônaco com um traçado maior, quase idêntico ao usado pela Fórmula 1. Mesmo com mais quilômetros por percorrer, o treino classificatório deste sábado (8) seguiu decidido nos milésimos de segundo. António Félix da Costa levou a pole-position, mas com apenas 0s012 de vantagem sobre Robin Frijns.

Frijns liderou a primeira fase do treino classificatório, e com vantagem até grande sobre os adversários diretos. Só que Da Costa encontrou tempo na hora da verdade, anotando 1min31s317. Frijns completa a primeira fila, com Mitch Evans em terceiro e Jean-Éric Vergne em quarto. Maximilian Günther fechou o top-5.

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António Félix da Costa é pole em Mônaco (Foto: Fórmula E)

Para os brasileiros, sofrimento. Lucas Di Grassi, na inusitada condição de se classificar no quarto grupo, seguiu lento e conseguiu apenas o 17° melhor tempo. Pior que isso, só para Sérgio Sette Câmara: o brasileiro perdeu a traseira e bateu na última curva de Mônaco, ficando sem tempo de volta. Em outras palavras, terá de largar em 24° na corrida de daqui a pouco.

Saiba como foi a classificação do eP de Mônaco

Grupo 1: Nyck de Vries, Stoffel Vandoorne, Sam Bird, Robin Frijns, Mitch Evans, René Rast

A classificação começou com um clássico: os seis pilotos vindo para a pista virtualmente ao mesmo tempo, nos últimos segundos possíveis. Vandoorne era o primeiro na fila indiana, mas quem brilhou mesmo foi Frijns. O holandês conseguiu 1min31s638, mesmo tocando o muro de leve.

A volta foi 0s1234 melhor que a de Evans, que tinha mandado bem nos treinos livres. Rast, Vandoorne, Bird e De Vries ficaram atrás, já com chances pequenas de ir à superpole. Decepcionante, dado que tal grupo inclui dois pilotos da Mercedes e um da Jaguar.

Grupo 2: Jean-Éric Vergne, Jake Dennis, Edoardo Mortara, Pascal Wehrlein, Nico Müller, Oliver Rowland

O segundo grupo, por sua vez, não deixou tudo para o último momento. Uma coisa começou a ficar imediatamente clara: a pista não estava evoluindo tão rapidamente.

Frijns conseguiu sustentar a liderança, algo raro, e ainda com Evans em segundo. O melhor fo grupo foi Vergne, mas apenas em terceiro. Rowland e Wehrlein se alocaram em quarto e quinto, com Rast levando o sexto posto. Dennis e Müller, por sua vez, ficaram fora e já se viram eliminados.

Robin Frijns fecha a primeira fila (Foto: Fórmula E)

Grupo 3: Alexander Sims, António Félix da Costa, Alex Lynn, André Lotterer, Nick Cassidy, Oliver Turvey

Percebendo que não havia muita evolução de pista, o terceiro grupo não se importou em esperar antes de ir para a pista.

Da Costa chegou a fazer o melhor primeiro setor, indicando que vinha forte para derrubar Frijns, mas perdeu bastante tempo nas últimas curvas. O português se viu em terceiro. Os outros do sexteto não foram particularmente brilhantes, salvo Cassidy, provisoriamente em sexto. Sims, Lynn, Lotterer e Turvey já estavam fora do top-6.

Grupo 4: Lucas Di Grassi, Sérgio Sette Câmara, Maximilian Günther, Sébastien Buemi, Norman Nato, Tom Blomqvist

O quarto grupo começou com alguns pilotos de peso. Buemi e Di Grassi, com temporadas difíceis até aqui, vinham na rabeira do treino classificatório. Quem vinha melhor, entretanto, era Günther: o alemão subiu para terceiro e tirou Cassidy do top-6.

Di Grassi, por sua vez, manteve o martírio de 2021 com apenas o 16° melhor tempo. Pior ainda, só Sette Câmara: o compatriota perdeu controle na última curva, batendo e forçando bandeira vermelha. Isso impediu Buemi e Blomqvist de fazer voltas rápidas.

Sette Câmara bateu na última curva do circuito monegasco (Foto: Reprodução)

A direção de prova, entretanto, usou o regulamento para permitir que Blomqvist e Buemi fizessem suas voltas em condições normais. Nada que mudasse a cotação do dólar: Buemi foi 13°, com Blomqvist em 21°.

Superpole: Robin Frijns, Mitch Evans, Maximilian Günther, António Félix da Costa, Jean-Éric Vergne, Oliver Rowland

Rowland foi o primeiro na pista, e já com um tempo mais rápido que o de Frijns. O problema: o piloto foi acusado pela direção de prova de deixar o pit-lane com luzes ainda vermelhas. De um jeito ou de outro, Vergne foi para a pista na sequência e conseguiu volta 0s171 mais rápida, tomando a pole provisória. E, de fato, a direção de prova, deletou o tempo de Rowland logo depois.

Da Costa veio na sequência e conseguiu volta melhor que a de Vergne, mesmo que apenas por 0s059. Dessa vez, uma volta mais difícil de superar. Que o diga Günther, pior que a dupla da Techeetah e provisoriamente em terceiro.

Evans veio na sequência, sendo 0s05 pior que Da Costa. Parecia apertado, mas ficaria ainda mais: Frijns chegou a sinalizar que poderia levar a pole-position, mas acabou 0s012 atrás.

Fórmula E 2021, Mônaco e-Prix, Classificação:

1A.F. DA COSTADS Techeetah 1:31.317 
2R FRIJNSVirgin Audi 1:31.329+0.012
3M EVANSJaguar 1:31.368+0.051
4J.E. VERGNEDS Techeetah 1:31.376+0.059
5M GÜNTHERBMW 1:32.039+0.722
6O ROWLANDNissan Sem tempo
7N CASSIDYVirgin Audi 1:31.853+0.536
8P WEHRLEINPorsche 1:31.900+0.583
9A LYNNMahindra 1:31.952+0.635
10N NATOVenturi Mercedes 1:31.964+0.647
11R RASTAudi 1:32.125+0.808
12A SIMSMahindra 1:32.146+0.829
13S BUEMINissan 1:32.209+0.892
14J DENNISBMW 1:32.247+0.930
15S VANDOORNEMercedes 1:32.277+0.960
16S BIRDJaguar 1:32.281+0.964
17L DI GRASSIAudi 1:32.303+0.986
18E MORTARAVenturi Mercedes 1:32.329+1.012
19A LOTTERERPorsche 1:32.339+1.022
20N MÜLLERDragon Penske 1:32.344+1.027
21T BLOMQVISTNIO 1:32.630+1.313
22O TURVEYNIO 1:32.633+1.316
23N DE VRIESMercedes 1:33:070+1.753
24S. SETTE CÂMARADragon Penske Sem tempo

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