DS Techeetah sofre derrota para Porsche e tem dor de cabeça: como repor Lotterer?

A Porsche tomou André Lotterer da DS Techeetah. O piloto alemão foi instrumental na evolução da equipe para se tornar time grande e conquistar um título de Equipes. O que fazer sem ele? Será uma busca espinhosa

É incomum que a equipe campeã tenha que encurtar a comemoração do título de forma tão rápida quanto a DS Techeetah e sua conquista dupla nesta temporada 2018/19. Apenas três dias após o júbilo de Nova York, o comunicado oficial foi liberado para o mundo: André Lotterer estava deixando a equipe por uma vaga na Porsche. O que fica para o time franco-chinês é a dor de cabeça e um problemão para resolver.
 
Sim, o campeão de Pilotos foi o outro nome da DS Techeetah, Jean-Éric Vergne. E, sim, Lotterer não venceu nos dois anos na categoria. É necessária, porém, uma avaliação mais cuidadosa. Com Lotterer, piloto hoje de 37 anos idade e com enorme carreira no esporte a motor, o time teve alguém em quem podia confiar ao longo de dois anos. O carro inegavelmente melhorou exponencialmente com os feedbacks do alemão e os resultados de pista permitiram pensar longe. Foram 86 tentos na temporada atual, o que permitiu o primeiro título de Equipes da esquadra.
 
A pontuação de Lotterer fez toda a diferença. No ano anterior, ainda estreando na categoria, marcou 64 deles e acabou vendo a Audi conquistar o Campeonato de Equipes por dois tentos: 264 a 262. No campeonato anterior, sem Lotterer e com apenas um piloto confiável, Vergne, a Techeetah fez somente 156 tentos.
André Lotterer (Foto: DS Techeetah)

Outras equipes, em nível mais baixo, podem se contentar a ter um piloto de ponta para qual possa voltar todos os seus esforços e um companheiro que aceite a situação. Hoje campeã e equipe oficial da DS, um braço da Citröen, a DS Techeetah tem orçamento e expectativas de ponta, o que quer dizer obrigação de brigar não só pelo título de Pilotos. 

 
Nesse sentido, Lotterer era fundamental. Diferente de outros pilotos que estreiam na Fórmula E e demoram para captar imediatamente carro e tecnologia bastante diferentes do que conheciam em outras séries, Lotterer respondeu bem no primeiro ano frente a nomes escaldados da categoria. No segundo ano dele, o crescimento era quase certeza. Assim foi: passou boa parte do ano à frente de Vergne na classificação e brigou pelo título até a decisão em Nova York.
 
Lotterer vai para a Porsche que defendeu no WEC em 2017 e que tem orçamento e marca a seu lado para atrair pilotos. Terá como companheiro Neel Jani, que guiou o bólido antigo da FE em duas provas e, desde então vive de testes. Lotterer chega para ser piloto principal da Porsche, dá para entender por qual fator foi atraído. 
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André Lotterer é o novo piloto da Porsche para a estreia na Fórmula E (Foto: Porsche Fórmula E)

Quem fica com a bomba na mão é a DS Techeetah, que não apenas tinha uma dupla entre as melhores que a Fórmula E já viu: tinha dois pilotos experientes e rápidos que se davam bem, como JEV disse ao pedir que o amigo alemão fosse mantido.

 
Não se acha um Lotterer a cada esquina. A DS Techeetah precisa encontrar alguém que tenha experiência na categoria e talento comprovado ou um novato capaz de marcar bons (excelentes) pontos logo e cara. É uma tarefa espinhosa para a atual campeã mostrar do que é feita.

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