Ex-F1 e FE, D’Ambrosio se aposenta como piloto e vira dirigente da Venturi

Jérôme D’Ambrosio, sem vaga na Fórmula E para 2020/21, encerrou carreira nas pistas. O belga vira chefe-adjunto na Venturi, mantendo vínculo com a categoria elétrica

A sexta-feira (30) reservou o fim de uma fase na vida de Jérôme D’Ambrosio. O piloto belga, que perdeu vaga na Mahindra ao fim da temporada 2019/20 da Fórmula E, anunciou o fim da carreira como piloto. Só que não é o fim do envolvimento com o automobilismo: D’Ambrosio assume como chefe-adjunto da Venturi na FE.

D’Ambrosio recebeu a oportunidade após conversas com Susie Wolff, chefe da Venturi e também ex-pilota. O objetivo do belga é acumular aprendizado e se familiarizar com novas funções.

“Minha experiência como piloto ao longo dos últimos 26 anos me definiu como pessoa, sem dúvidas”, disse D’Ambrosio. “Quando eu decidi pendurar o capacete depois de Berlim, já sabia que queria seguir envolvido com o automobilismo de alguma forma. Eu ainda sou uma pessoa muito competitiva, a sede de vencer não vai embora só porque você está fora do carro, e eu quero usar isso para o bem”, seguiu.

A Mahindra foi a última equipe de Jérôme D’Ambrosio (Foto: Reprodução)

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“Quando comecei a conversar com a Susie sobre dar meu primeiro passo como dirigente, eu já sabia que a oportunidade seria perfeita para mim. É hora de um novo desafio. Tenho muito o que aprender, mas sei que vou aprender com os melhores e mal posso esperar pelo que virá pela frente. Aceito essa oportunidade agradecendo família, amigos e fãs pelo apoio incrível ao longo da minha carreira como piloto, assim como nessa nova aventura. A crença contínua e inabalável em mim significou tudo”, destacou.

D’Ambrosio nunca conquistou um grande título como piloto, mas teve carreira digna. O piloto teve resultados medianos na então GP2, mas que permitiram a ida para a Marussia na F1 em 2011. O piloto não causou muitos problemas, mas ficou frequentemente atrás do companheiro Timo Glock. Depois de perder a vaga, Jérôme ainda disputou o GP da Itália de 2012, substituindo o suspenso Romain Grosjean. Foi aí que veio o melhor resultado da carreira, um 13° lugar.

D’Ambrosio foi mais feliz na FE, mas não tanto. O belga venceu três corridas e fez nove pódios ao longo de seis anos. A melhor campanha foi logo a primeira, em 2014/15, quando foi quarto na classificação final. Em anos recentes, entretanto, o piloto não conseguiu sequer terminar entre os dez melhores.

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