Fórmula E promove 30s de silêncio pré-corridas, mas decisão de ajoelhar é individual

Cerimônia visa prestar respeitos às vítimas do novo coronavírus, das mudanças climáticas e da discriminação racial, além do trabalhador português morto num acidente na montagem da pista. A decisão de se ajoelhar, em manifestação antirracista, será individual

A Fórmula E começa a maratona que encerra a temporada 2020 nesta quarta-feira (5), no Aeroporto de Tempelhof, em Berlim. Antes da largada, marcada para as 14h03 (de Brasília), a categoria organizará uma cerimônia no grid com 30s de silêncio em homenagem às vítimas do novo coronavírus, das mudanças climáticas e da discriminação racial.

Durante este período de 30s – não 1min completo – apenas 13 membros de cada equipe serão permitidos no grid, um controle como forma de garantir as medidas de distanciamento social. As informações são do site inglês ‘The Race’.

No período do silêncio, os pilotos e membros das equipes poderão se manifestar da forma como acharem melhor. O que quer dizer, claro, que a decisão sobre ajoelhar ou não será uma decisão individual.

Não há um movimento coletivo, ao menos por enquanto, sobre os pilotos ajoelharem em conjunto. Na F1, um grupo – liderado por Lewis Hamilton e que conta com adeptos como Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo e Valtteri Bottas – tem se ajoelhado constantemente nas etapas, enquanto outra parte do grid se mantém em pé.

O meio minuto de silêncio da Fórmula E também pretende homenagear o português Hélder Moreira, que morreu durante a montagem da pista da categoria na semana passada num acidente com uma empilhadeira.

Na terça-feira, durante entrevista coletiva realizada por videoconferência com a imprensa brasileira e que contou com a participação do GRANDE PRÊMIO, Lucas Di Grassi afirmou que se “ajoelharia sem problema nenhum” caso houvesse uma manifestação conjunta dos pilotos. Felipe Massa concordou e reforçou que “é importante usar o esporte para demonstrar que todos são iguais”.

A largada da Fórmula E terá uma primeira fila completamente da DS Techeetah, com António Félix da Costa em primeiro e Jean-Éric Vergne na segunda colocação.

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