Dennis conta que cogitou saída da Andretti e revela ponto-chave de renovação

Jake Dennis revelou que teve outras propostas na Fórmula E, mas destacou que relacionamento construído ao longo das últimas seis temporadas pesou para decidir seguir na Andretti

Bandeira da Andretti na Fórmula E, Jake Dennis revelou que recebeu propostas de outras montadoras o grid e admitiu que considerou seriamente mudar de ares antes de acertar a renovação com o time americano. Mesmo diante do assédio no mercado, o britânico destacou o relacionamento construído nos últimos seis anos e demonstrou acreditar que a equipe é capaz de levá-lo ao título novamente.

Dennis chegou à equipe em 2020/21, quando a Andretti ainda era parceira da BMW, e terminou a temporada de estreia em terceiro no campeonato, com vitórias em Valência e Londres. Mesmo após a saída da fabricante alemã, seguiu com a equipe e conquistou o Mundial de Pilotos em 2022/23.

Apesar de ter recebido investidas de outras montadoras e admitir que analisou seriamente propostas alternativas, o campeão de 2022/23 optou por dar continuidade ao projeto com o qual construiu a fase mais vitoriosa da carreira. O piloto de 30 anos destacou o vínculo construído com a equipe, que descreveu como “família”.

“Havia outras propostas na mesa, mas a intenção sempre foi tentar permanecer na Andretti. É um lugar onde me sinto muito confortável há seis anos. A Andretti é como uma família para mim. Tenho trabalhado com as mesmas pessoas. Algumas vieram, outras saíram, mas é um ambiente onde sempre quis continuar minha parceria. Considerei seriamente outras opções, mas não foi muito complicado escolher seguir. Agora vamos focar no objetivo de conquistar outro título juntos”, afirmou ao portal Motorsport.com.

Jake Dennis segue na Andretti, pelo menos, até a temporada 2027/28 (Foto: Fórmula E)

Embora a Andretti tenha levado Dennis ao título, a diferença entre equipes de fábrica e clientes aumentou consideravelmente durante a era Gen3 — desde a conquista do britânico, nenhum piloto que não fosse de times de fábrica ficou no top-3. A dúvida agora é se isso seguirá possível na Gen4, que promete maior liberdade técnica às fabricantes. O britânico reconhece que o desafio é grande.

“Espero que possamos lutar por títulos, porque essa foi a intenção ao renovar com a Andretti: disputar vitórias e títulos. Acredito que será um pouco mais difícil, porque o carro é muito mais complexo. Diferencial ativo, tração integral constante, é algo muito mais sofisticado do que o Gen3. O nível de entendimento exigido do piloto e da equipe será maior”, explicou.

“Pode haver uma diferença maior entre montadoras, porque é um carro completamente novo. Então, dependemos muito de quão bom é o trem de força da fabricante com o qual decidirmos trabalhar”, avaliou.

A Andretti ainda não anunciou oficialmente qual será a fornecedora na era Gen4, mas é amplamente esperado que encerre a parceria com a Porsche e trabalhe com a Nissan. Caso o acordo seja confirmado, a equipe assumiria, na prática, o espaço que foi ocupado pela McLaren até a saída da Fórmula E ao fim da temporada 2024/25.

Fórmula E está em uma pausa antes da próxima etapa, o eP de Madri, entre os dias 20 e 21 de março. Em Jarama, a capital espanhola estreia no calendário da categoria elétrica e abre a perna europeia da temporada 2025/26. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.

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