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Líder da FE, Félix da Costa tenta achar estratégia para lutar por título: “Acho que ainda sei como se faz”

António Félix da Costa virou um piloto de destaque no automobilismo mundial, mas sem o hábito de lutar por títulos em anos recentes. Hoje líder da Fórmula E, o português tenta achar a medida certa de risco em corridas como o eP de Sanya

Grande Prêmio / VITOR FAZIO, de Berlim
Lutar por um título não é tão óbvio quanto pode parecer. António Félix da Costa, líder da Fórmula E após o terceiro lugar no eP de Sanya deste sábado (23), ainda tenta achar o ponto de equilíbrio entre a busca por vitórias e a cautela para somar pontos valiosos. Junto disso, as dúvidas de um português que tenta se recordar de como é lutar por caneco no automobilismo.
 
Félix da Costa revelou a incerteza sobre como encarar a luta pelo título ao ser questionado sobre a abordagem em Sanya. O piloto da BMW pensa que poderia ter feito mais em solo chinês, mas talvez ao preço de correr riscos desnecessários.
 
"Eu não vou para as corridas pensando 'campeonato, campeonato, campeonato', mas hoje nós deixamos a pole escapar por um erro bobo. Dava para ter levado essa, é por isso que eu estou meio assim”, disse Félix da Costa. “Largando da pole, meu dia seria um pouco mais fácil. Não venho pensando apenas no campeonato, mas ao mesmo tempo você precisa. Se eu tivesse tentado mais hoje, provavelmente não teria nem pontuado e estaria acabado. Você precisa equilibrar as coisas e ainda veremos se vai funcionar. Não luto por títulos há muito tempo. Acho que ainda sei como se faz, mas veremos”, seguiu.
António Félix da Costa voltou a ser líder da Fórmula E (Foto: BMW)
Ao largar em terceiro, Félix da Costa ficou preso atrás do pole Oliver Rowland e do segundo colocado Jean-Éric Vergne. Sem reação, o português viu o francês passar o britânico em manobra que encaminhou a vitória.
 
"É óbvio que eu fico feliz com os pontos, mas queria um pouco mais hoje”, admitiu. “Depois de seguir esses dois caras [Vergne e Rowland], eu senti que tinha o carro para vencer, mas é difícil ultrapassar aqui e você precisa assumir riscos, principalmente para alguém como o Oliver [Rowland]. Eu sei o que estava passando pela cabeça dele. Eu corri riscos em alguns momentos, ele se defendia tarde e teve o risco de dar errado. Por sorte, tudo se acertou. Eu estava lá, ficando frustrado. Eu não conseguia passar, então tinha que garantir que não iria começar a andar para trás. Enfim, é assim que as coisas são. Acho que ainda estamos na metade do campeonato e precisamos nos assegurar de que vamos estar lá [lutando pelo título] em julho”, encerrou.
 
O último – e único – título de Félix da Costa foi em 2009, pela F-Renault 2.0 NEC. Então com 18 anos, o português teve como vice Kevin Magnussen.

O campeonato volta no dia 13 de abril, agora para a perna europeia. É o eP de Roma.