Di Grassi vê ano de estreia “muito ruim” na Mahindra e admite: “Estou insatisfeito”

Com um conjunto que não apresentou competitividade na Fórmula E, Lucas Di Grassi completou sua pior temporada justamente no ano de estreia pela Mahindra e admitiu que a 15ª posição ao fim do campeonato é insuficiente

Campeão da Fórmula E na temporada 2016/17, Lucas Di Grassi completou, no último fim de semana, seu campeonato mais difícil até aqui na categoria. No primeiro ano pela Mahindra, o brasileiro não conseguiu passar do 15º lugar ao fim da competição e, apesar de ter sido o melhor entre aqueles que usaram o trem de força indiano, deixou claro que ainda é muito pouco para alguém que se acostumou a estar entre os primeiros.

Após o eP de Londres, que recebeu a última rodada dupla do campeonato, Lucas fez um pequeno balanço da temporada e preferiu encarar 2023 como um “ano de aprendizado”. Segundo o brasileiro, que somou 32 dos 41 pontos da equipe no Mundial de Equipes, as maiores lições são tiradas quando não se consegue vencer.

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“A gente encontrou uma temporada muito difícil com a Mahindra”, admitiu Di Grassi. “Acabei em 15º, mas fiz 80% dos pontos da equipe. Fiz o que pude, dentro do que tinha disponível, e é um ano de aprendizado, né? Você aprende muito quando perde e pouco quando ganha”, argumentou.

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Di Grassi conviveu com o trem de força menos eficiente do grid ao longo de todo o ano (Foto: Fórmula E)

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No entanto, apesar de ressaltar o aprendizado ao longo do ano, Di Grassi não escondeu a infelicidade com a falta de competitividade em uma categoria na qual se acostumou a brigar no topo. Classificando o ano como “muito ruim”, o brasileiro garantiu que a Mahindra vai fazer todo o possível para começar a reverter o cenário no ano que vem.

“Então, a gente tem de usar esse aprendizado para saber o que melhorar no ano que vem e como a gente pode reverter esse jogo”, afirmou. “Sinceramente, estou muito insatisfeito de ter terminado em 15º. Depois de 9 anos terminando no top-5, foi um ano muito ruim. Mas a gente vai aprender com isso, vai trabalhar e melhorar”, finalizou o brasileiro.

O ano da Mahindra foi tão caótico que Di Grassi começou a temporada com um companheiro de equipe e terminou com outro. Oliver Rowland disputou as nove primeiras corridas do campeonato, mas se irritou com o baixo nível do conjunto indiano e deixou a equipe logo após o eP de Mônaco.

Assim, a equipe foi atrás de Roberto Merhi, que nunca havia corrido na Fórmula E. Como resultado, o espanhol não conseguiu competir com os demais rivais e andou sempre no fundo do grid. Sua melhor posição de chegada foi o 12º lugar na corrida 1 do eP de Roma, quando o acidente de Sam Bird causou seis abandonos e ainda deixou diversos carros danificados.

Agora, a Fórmula E retorna oficialmente apenas em 2024, com a abertura da 10ª temporada programada para o dia 13 de janeiro, no eP da Cidade do México.

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