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Michelin espera alto desgaste dos pneus em asfalto do aeroporto e põe Berlim como “etapa mais difícil do ano”

O diretor de operações da Michelin na Fórmula E, Serge Grisin, avaliou que a superfície especialmente abrasiva do Aeroporto de Tempelhof aumenta o desgaste dos pneus e que, por isso, é uma etapa vista de forma bem cuidadosa pela fornecedora única de pneus da Fórmula E. Segundo Grisin, o cronograma especial tende a ajudar as equipes

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
O fim de semana do eP de Berlim apresenta um desafio diferente no mundo da Fórmula E: o desgaste de pneus. É a primeira vez no traçado extremamente abrasivo do Aeroporto de Tempelhof que os pilotos terão de passar toda a corrida com os mesmos pneus. A Michelin, fornecedora única de pneus da categoria, admite que há uma preocupação específica com a etapa alemã.
 
O diretor de operações da Michelin na FE, Serge Grisin, lembrou que a superfície no aeroporto é bem diferente dos traçados de rua normais. A temperatura da pista, ele avalia, também terá efeito grandes nos pneus e no desgaste. A expectativa para a corrida é que não passe dos 19°C de temperatura ambiente.
 
"A superfície é particularmente abrasiva, então esperamos que seja a rodada mais difícil do campeonato em termos de desgaste", garantiu ao site inglês 'E-Racing365'.
 
"É a primeira temporada em que os pilotos contam com apenas um jogo de pneus por toda a corrida, mas confiamos na habilidade do Michelin Pilot Sport de entregar uma performance duradoura", disse.
André Lotterer (Foto: Michelin)
Há ainda um cronograma especial que Grisin acredita que vai ajudar equipes e pilotos a entenderem bem o que terão pela frente e como lidar com o desgaste. 
 
Os treinos livres serão realizados nesta sexta-feira (24) em vez do sábado da prova. O motivo é futebol: o sábado também vai contar com a final da Copa da Alemanha, entre RB Leipzig e Bayern no Olympiastadion de Berlim - como todos os anos. Para que a cobertura da televisão não tenha que escolher entre os dois eventos, a FE marcou a corrida para mais cedo que as 16h (locais) tradicionais e preferiu passar os TLs para o dia anterior. 
 
"Uma mudança que pode ajudar os pilotos vai ser a programação especial dessa corrida, com o TL1 na sexta-feira à tarde, mais ou menos no horário da corrida. O treino livre, assim, vai ser bem representativo sobre as condições da pista na hora da corrida se o clima ficar estável durante os dois dias. É melhor que o horário normal do TL1, que é 7h30 (local)", afirmou.
 


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