Sette Câmara admite “dia difícil” em Berlim e culpa chuva: “Parece que estava no gelo”

Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Sérgio Sette Câmara explicou dificuldade de se adaptar ao carro na chuva e assumiu culpa por incidente com David Beckmann

Sérgio Sette Câmara deixou o eP de Berlim 1 da Fórmula E bastante insatisfeito com a performance deste sábado (12). Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO após a prova, admitiu que a dificuldade de adaptação ao piso molhado o prejudicou desde a largada, e que a Nissan optou por economizar energia já nas primeiras voltas, diante da clara falta de ritmo. O incidente com David Beckmann selou de vez o destino da corrida.

Sette Câmara largou apenas em 20º e sofreu com falta de ritmo logo no início. Quando sentia evolução na performance, foi punido pelo toque com Beckmann e terminou apenas em 15º, uma volta atrás dos líderes.

Foi um dia difícil. Primeiro porque não treinamos na chuva, fomos direto para a classificação. Não entendi como guiar o carro na chuva, tem zero aderência. Não conseguimos acelerar o máximo nem na reta. Parece que estamos no gelo. Os outros pilotos andaram bastante na chuva este ano, então estão todos bem afiados”, explicou ao GP.

Sofri bastante com essa adaptação e isso me afetou bastante no início da corrida. Também guardei energia, porque tínhamos um nítido problema de ritmo e isso comprometeu minha corrida. Ainda cometi um erro, acabei tirando o David da corrida, pedi desculpa para ele, mas a corrida já estava comprometida”, reconheceu.

Sergio Sette Câmara terminou o eP de Berlim 1 em 15º (Foto: Fórmula E)

Sobre o incidente com Beckmann, Sérgio explicou que cometeu erro de cálculo e não questionou a decisão dos comissários.

“Saí da zona de ativação do Modo Ataque, acabei me impressionando com a tração e achei que dava para ultrapassá-lo, mas calculei mal, não tenho o que dizer. Até falei no rádio que a minha culpa, pedi para olharem o replay de fora do carro. Ainda não revi, mas foi a impressão que tive dentro do carro, então imagino que as imagens reforcem isso”, reconheceu

Por fim, também comentou a confusão com os retardatários após o segundo safety-car. Para o brasileiro, a direção de prova errou no procedimento e o resultado da prova foi influenciado.

Foi uma bagunça, tinham que ter deixado os retardatários passarem, recuperar a volta e ficar na ordem correta. Mas deixaram os carros na posição que estavam. Se fizessem o procedimento, não teria tido a batida do Oliver [Rowland], talvez [Pascal] Wehrlein tivesse vencido, porque acabei fazendo ele perder um pouco de tempo. Não sei porque fizeram dessa forma, mas os retardatários acabaram influenciando o resultado da corrida”, concluído.

Fórmula E volta a acelerar a partir das 3h55 (horário de Brasília, GMT-3) do domingo (13) com o TL3 do eP de Berlim, direto da Alemanha. A classificação para a corrida 2 acontece a partir das 6h e a segunda prova do fim de semana tem largada prevista para 10h30. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS, no YouTube e no Kwai, e ainda faz a cobertura do evento IN LOCO, diretamente do Aeroporto de Tempelhof, com JP Nascimento.

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