Sette Câmara diz que Puebla é “complicado” e vê risco de novo drama com energia

Há risco de a falta generalizada de energia vista em Valência se repetir em Puebla? Os brasileiros da Fórmula E não acham impossível, vendo a pista mexicana como um desafio para baterias

Max Verstappen perdeu a corrida ganha em Baku após estouro de pneu (Vídeo: F1)

A Fórmula E ainda tem viva na memória os acontecimentos do primeiro eP de Valência, quando todo mundo ficou sem energia na última volta. As chances de algo semelhante se repetir são pequenas, mas Sérgio Sette Câmara deixa o alerta: não é impossível que uma série de pilotos fique sem bateria no fim dos ePs de Puebla desta semana.

O alerta de Sette Câmara é a respeito da expectativa de alto consumo de energia em Puebla, acima da média da FE. Apesar de se empolgar com o fim de semana, o piloto da Dragon sente que a atenção será redobrada e que uma combinação de piloto e carro eficientes se tornará altamente valiosa.

“Acho que vou gostar de Puebla, corri nela no simulador”, disse Sette Câmara, perguntado pelo GRANDE PRÊMIO em entrevista coletiva. “Fui na beira da pista e parece que foi recapeada a pouco tempo. Vamos ver. Pelo simulador eu achei interessante”, seguiu.

“Eu não sei o que vai acontecer, sinceramente. Eu lembro que na Fórmula 1 [na altitude do México] a aderência é muito baixa, mas não acho que isso vai ser um problema na Fórmula E, não acho que vai afetar tanto. Eu achei bem complicado no simulador, mais complicado que Valência”, seguiu.

Puebla vai receber a Fórmula E (Foto: Wikimedia)

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“Essa pista vai servir para ver se nosso carro é mais eficiente [em energia]. Um piloto eficiente, uma equipe eficiente, essas são coisas que vão fazer muita diferença. Vai sair lá de trás e talvez ganhar mais posições do que numa corrida normal. Talvez não seja tão extremo quanto em Valência, que foi um em um milhão, mas tem mais chances de acontecer algo do tipo, ficando sem bateria e precisando fazer uma volta 5s mais lenta”, apontou.

Lucas Di Grassi, o outro representante brasileiro no grid da FE, tem temor semelhante. Apesar de não crer necessariamente em um repeteco das cenas de Valência, o piloto da Audi sente que os desafios de Puebla vão ser diferentes dos de costume no certame elétrico.

“As pistas permanentes têm mais disso de economizar energia”, apontou Di Grassi. “Mais uma vez, as corridas não são por voltas, são por tempo. O que aconteceu em Valência não aconteceu por ser Valência, poderia acontecer em qualquer corrida. […] Aqui vai ser muito difícil administrar a energia, mais que em Valência. Tem a questão energética, os pneus vão ter mais temperatura também numa pista que tem mais curvas. Você perde eficiência porque esse pneu não é feito para esse tipo de pista. É feito para pista de rua e aqui acaba superaquecendo. Vai ser uma corrida bem complicada, bem atípica. Ninguém correu aqui antes e vamos precisar fazer ajustes o mais rápido possível”, encerrou.

Sette Câmara e Di Grassi vivem momentos diferentes de suas respectivas carreiras, mas vão para Puebla com objetivos semelhantes: dar a volta por cima. Sérgio tenta acabar com uma sequência de cinco corridas fora dos pontos, enquanto Lucas foca em pódios para recuperar terreno no campeonato.

Puebla recebe rodada dupla da Fórmula E. As corridas estão marcadas para sábado e domingo, respectivamente dias 19 e 20 de junho.

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